terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vasco da Gama

Aqui vos deixo a minha primeira contribuição para elevar o espírito e a moral de ser português.


Vasco da Gama levou efeito, em 1497/1498, com assinalável êxito, uma das viagens marítimas que mais glorificou Portugal – a Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. Pela primeira vez o velho continente punha-se em ligação directa e por mar com a Índia. Era o coroar de tantos esforços portugueses, ao longo de 80 anos. O Atlântico substituía, definitivamente, o Mediterrâneo, como principal eixo do comércio marítimo mundial. Situação que se manteria inalterável até finais do século XX.

Vasco da Gama nasceu em Sines, por volta de 1468 e era filho ilegítimo de Estêvão da Gama, marinheiro que serviu D. João II. Vasco da Gama tornar-se-ia, com o tempo, um experimentado navegador. D. João II tê-lo-á encarregado de várias missões de responsabilidade, e há mesmo quem defenda que foi ainda este monarca a nomeá-lo para a viagem que haveria de fazer já no reinado de D. Manuel I.

A armada, que sob as suas ordens haveria de chegar à Índia, era constituída pelas naus S. Gabriel e S. Rafael e pela caravela Bérrio, e ainda por um velho navio com mantimentos, que seria destruído quando não fosse mais necessário. A primeira nau era comandada pelo próprio Vasco da Gama, a segunda por seu irmão Paulo da Gama, e a terceira por Nicolau Coelho. Partindo de Lisboa no princípio de Julho de 1497, chegou à Índia 10 meses mais tarde (Maio de 1498). Os momentos mais complicados dessa viagem foram, sem dúvida, as privações de alimentos e de água doce, sentidas no princípio de Dezembro de 1497 (período de Verão, no hemisfério Sul), e as traições sofridas por Vasco da Gama, na Costa Oriental Africana (quando pretendia contratar um guia que o levasse ao seu destino, deram-lhe um impostor com o objectivo de fazer abortar a sua missão) e em Calecut. Se ao princípio foi recebido principescamente pelo Samorim, depressa este alterou a sua forma de proceder, certamente em resultado das intrigas dos mercadores muçulmanos (que dominavam o comércio na região), inimigos seculares dos portugueses e temendo que estes lhes retirassem o monopólio comercial das especiarias asiáticas.Valeu, na circunstância, o facto de Paulo da Gama se encontrar no comando da esquadra portuguesa, ancorada ao largo de Calecut. Adivinhando a traição, começou a bombardear Calecut, até que o Samorim se viu obrigado a libertar Vasco da Gama.

Na viagem de volta, Paulo da Gama piorou subitamente, e Vasco da Gama rumou para a Ilha Terceira, onde seu irmão acabaria por falecer, tendo sido sepultado na Igreja de S. Francisco, em Angra. Tal como aconteceu com Paulo da Gama, um grande número de marinheiros portugueses, não regressou desta viagem com vida. Assim sucedeu, em quase todas as viagens. A expansão portuguesa, pese embora a glória e riqueza que trouxe ao nosso país, foi sempre uma causa da perda trágica de homens. Ao chegar a Lisboa, em Agosto de 1499, Vasco da Gama foi recebido em festa pelo povo e pelo rei, que o cumulou de dádivas (entre estas destaque-se a doação de trezentos mil réis de renda) e honrarias, atribuindo-lhe o título de Dom , extensivo também à sua família, e nomeando-o Almirante do Mar da Índia, ao mesmo tempo que lhe prometia o título de Conde.

Já depois do regresso da expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500, e após a recusa desse navegador em comandar uma nova viagem à Índia, em 1502, foi Vasco da Gama encarregado de comandar uma grande armada, constituída por 20 embarcações, para se vingar do tratamento que o Samorim havia dado aos portugueses, que mandou chacinar, depois de ter autorizado Pedro Álvares Cabral a estabelecer aí uma feitoria portuguesa. A segunda expedição de Gama a Calecut exerceu, de facto, grandes represálias sobre essa cidade, mas firmou tratados de amizade com os chefes das cidades de Cochim e de Cananor, que estariam na base do domínio português daquela região nos anos seguintes.

Vasco da Gama casou com D. Catarina de Ataíde, de quem teve 7 filhos. Já Conde da Vidigueira, Vasco da Gama ainda voltou à Índia, no ano de 1524, e como Vice-Rei, nomeado por D. João III, com a incumbência de lutar contra alguns abusos de fidalgos portugueses que, com as suas atitudes, estavam a pôr em causa o domínio português.Com braço de ferro, a sua missão estava a ser concretizada plenamente. Contudo, em Dezembro desse ano de 1524, adoeceu em Cochim, onde viria a falecer, na véspera do Natal de 1524, tendo os seus restos mortais sido trazidos para Portugal.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre o Magalhães



Ora perguntam vocês, caros leitores, quem foi Fernão de Magalhães? Pergunta legítima e que provavelmente muitos de vós até sabem responder. Para os mais esquecidos aqui fica um breve resumo da vida de Fernão de Magalhães:

Navegador português, lutou brilhantemente na Índia e em África. Descontente por não ter obtido de D. Manuel I a recompensa a que se julgava com direito, após ter lutado em Marrocos, foi oferecer os seus serviços a Carlos V, que lhe confiou uma frota de cinco caravelas. O projecto do rei espanhol consistia em dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas. Assim, em setembro de 1519, e partindo de Cádiz, Magalhães seguiu rumo ao Ocidente. Durante a viagem teve de subjugar várias revoltas das tripulações. Chegado à costa da América do Sul, foi navegando para o sul, e assim descobriu a passagem interoceânica a que ficou ligado o seu nome - o estreito de Magalhães.
Na verdade a navegação pensava que as Molucas seriam atingidas logo após passarem o estreito. No entanto, ficaram 98 dias sem ver terra. Faltou comida e água, todos ficaram muito doentes e muitos dos homens de Magalhães morreram, mas seriam os primeiros europeus a navegar pelo Pacífico.
Em março de 1521 chegaram à ilha de Guam, seguindo depois para as Filipinas. Um mês depois, Magalhães foi morto num combate entre grupos rivais na ilha filipina de Mactan. Restavam apenas 110 dos homens que tinham embarcado em Espanha. Abandonaram um dos navios e Sebastião Elcano assumiu o comando da expedição. Chegaram às Molucas em novembro. Carregaram os navios com especiarias e começaram a viagem de volta. Em 6 de setembro de 1522, três anos depois da partida, apenas um navio - o Victoria - chegou ao porto espanhol de Sevilha.
Dos homens que embarcaram três anos antes, retornaram apenas 18. Um deles era o italiano Antonio Pigafetta, que registrou toda a viagem no seu diário: 'A fama de Magalhães será eterna', escreveu, no dia da chegada. Estava provado que a Terra era redonda.
É de Fernão de Magalhães a autoria da seguinte frase:
'A Igreja diz que a Terra é achatada, mas sei que ela é redonda, porque vi a sombra dela na Lua, e acredito mais numa sombra do que na igreja.'
Independentemente de o ter feito ao serviço de outra nação, é unânime a importância deste português na história da Humanidade... fomos nós quem deu novos mundos ao Mundo e porque não fazê-lo novamente?

Numa altura em que se fala tanto do 'Magalhães' (o primeiro computador portátil produzido em Portugal) fará algum sentido as nossas crianças nunca terem ouvido falar do verdadeiro Magalhães? Sim porque para elas, e enquanto o navegador português não fizer parte sequer dos programas curriculares do ensino, Magalhães será sempre um computador...

domingo, 21 de setembro de 2008

MENSAGEM a todos!






'MAR PORTUGUÊS


I O Infante

Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


X Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


...


Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!'


Fernando Pessoa

sábado, 13 de setembro de 2008

E recordar é viver....

Para levantar a moral e pensar que já fomos assim,
porque não voltar a ter o peso de uma Nação Forte e Respeitada como o fomos em tempos de outrora?!!


A nova força crescente....CPLP.



Subitamente, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tornou-se um clube muito requisitado. Há dois anos, a Guiné Equatorial e o Maurício entraram, com o estatuto de países associados. Este ano, será a vez do Senegal. Na lista de espera, estão países do Leste e América LatinaPortuguês pode ser língua oficial na Guiné EquatorialO Senegal vai tornar-se este mês o terceiro país adquirir o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas a lista de espera é longa e inclui nações de geografias tão improváveis como o Leste europeu.Ucrânia, Croácia e Venezuela já fizeram chegar o seu interesse ao 32 da Rua de São Caetano, à Lapa, em Lisboa , onde a CPLP está instalada num palacete novecentista cedido pelo Governo português.Constituída há 12 anos, com sete países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), a CPLP alargou-se a oito, em 2002, com a adesão de Timor-Leste.Em 2006, na Cimeira de Bissau, a comunidade aceitou os seus dois primeiros países associados: Maurício e Guiné Equatorial.Maurício (país do Índico usualmente designado como Maurícias) é habitado por duas comunidades, uma de origem indiana e outra africana, originária de Moçambique, daí o interesse em participar na CPLP, com o actual estatuto de associado.A Guiné Equatorial não descarta a hipótese de passar a ser o 9.º membro efectivo, depois de acrescentar o português às suas duas línguas oficiais; castelhano e francês. Antiga colónia portuguesa, foi objecto, no século XVII, de um negócio com a Espanha, que. em privado, o Presidente da Guiné Equatorial faz questão de lamentar. Em troca, Portugal recebeu da Coroa espanhola um território na América do Sul que foi integrado no Brasil.Na Cimeira de Lisboa, que terá lugar no Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 25 e 26, será a vez da formalização da adesão do Senegal.Mas na próxima cimeira de chefes de Estado, a realizar em Luanda em 2010, já deverá ser necessário pôr mais lugares à mesa."Temos sido abordados por diversos países que exprimiram informalmente o seu interesse em aproximarem-se e solicitar o estatuto de associados", reconheceu o embaixador Luís Fonseca, o diplomata de Cabo Verde que é secretário executivo da CPLP desde há quatro anos.O embaixador escusou-se a nomear os país interessados, que são essencialmente de duas origens geográficas: Leste da Europa e América do Sul.No continente sul-americano, a CPLP é atraente aos olhos de todos os países que fazem fronteira com o Brasil: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guyana, Paraguai, Suriname, Peru, Uruguai e Venezuela, em particular deste último onde existe uma forte comunidade portuguesa e o presidente Chávez se encontra em rota de colisão com o Governo de Madrid. Ucrânia e Roménia são dois candidatos óbvios, devido aos laços que estreitaram com Portugal através de fluxos migratórios. Menos óbvio é o interesse croata.O forte crescimento do Brasil e Angola ajuda a perceber esta explosão de interesse que a CPLP está a despertar em diversos cantos do Mundo.Com o preço do barril do brent a roçar os 150 dólares, há muita gente a querer ser amiga de uma comunidade em que metade dos seus membros têm petróleo (Brasil, Angola, Timor e São Tomé).
Eis como a estrutura Lusófona começa a ter um certo peso na conjuntura internacional.
Contudo sou plenamente a favor de um crescente intrusamento de dados entre os países da comunidade, desde o Económico, a Saúde, o Ensino, o Direito e a Defesa. Algo que deveria ser visto com mais rigor por parte dos membros, de certo que iria chamar a atenção de muitos outros países despoletando assim o seu interesse.

Viva Portugal, Viva Camões e a Língua Mãe....A Portuguesa!!!












Submarinos Novos...a nova Força Nacional.



Boas.. O texto que se segue é um pouco, muito, extenso, contudo pedia que o lessem atentamente e me enviassem a vossa opinião e sobretudo ideias, para podermos discutir, mas no fundo da realidade apenas desabafar. Obrigado Eis as primeiras fotos do primeiro novo submarino Português, o NRP Tridente S167 que chega para o ano.Sempre muito contestado pela opinião pública, não deixa de ser dinheiro muitíssimo bem gasto. Eis o mais temível meio bélico Português. As suas acções nunca foram bem explicadas e transmitidas para a mesma intolerante opinião publica, mas isso tem uma razão simples, políticos que não cumpriram serviço militar e com interesses noutros consórcios concorrentes ao alemão HDW que venceu o mesmo concurso de construção destes dois novos submarinos, e com a peculiar ajuda dos meios de informação que dispõem de uma massa jornalística de cerca de 90% sem terem efectuado o cumprimento militar, seja obrigatório e/ou voluntário, não sabem como lidar com este tipo de informação e transmiti-la. Como tal, apoiados pelo mediatismo e interferência brutal que tem a televisão, rádio e jornais no seio do povo Lusitano sempre muito desconfiado com os gastos do país, país esse que se preocupa mais com a compra de armas para as Forças Armadas, essas mesmas que fundaram a Nação, Defenderam-na, projectaram o nome de Portugal em todo o Mundo que mantêm este país independente á cerca de 1000 anos e fizeram elas mesmas a revolução que resultou no derrube de um Governo que mantinha perto de 50 anos de ditadura sem que ninguém fizesse algo para o mudar, são vistas hoje como alvo a abater quando surge noticias de reequipamento militar. Um país que deveria preocupar-se mais com a corrupção estrondosa e vergonhosa dos nossos dias na nossa sociedade e aos olhos de todos, porque chegámos a um estado tal que tudo se faz ás claras impunemente sem consequências algumas e o POVO mais uma vez CONSENTE.É por isso que não evoluímos, falava-se do chamado Estado Novo que nos protegia das guerras internacionais, mas que pôs este país num dos mais atrasados a nível europeu...então e agora?! Sim hoje, ano 2008, ocupamos orgulhosamente o 19º lugar com previsão de queda para 24º no ano 2010 da lista dos países mais desenvolvidos da UE. De referir que somos actualmente 25º. Seremos passados pela Malta! Republica Checa! Chipre! Mas afinal o que é isto!!! Cerca de 1/4 da população do Luxemburgo é de nacionalidade ou descendência Portuguesa, um pais que é mais pequeno do que o Algarve, não tem Mar e é sobretudo geograficamente montanhoso, É o 5º ´PAÍS MAIS DESENVOLVIDO DA ZONA EURO?????!!!!! E para não falar de ser um dos países com melhor nível de vida MUNDIAL!!!!! Fartam-se de gastar dinheiro com as suas forças armadas no seio do BENILUX, para quem não sabe, é uma aliança entre a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo no desenvolvimento militar e defesa mutua, e lá ninguém reclama, a opinião publica apoia.O que fomos e o que somos hoje........é triste, é uma realidade triste, em matéria de crime organizado, máfias da cúpula governativa e corrupção que é transversal a todos os sectores da sociedade como costumo dizer, - "Não temos nada a aprender com a Itália, a pátria da Máfia, crime organizado e corrupção".Somos roubados a toda a hora, impostos indevidos, congelamento indevido de salários a Portugueses que sabe Deus como conseguem manter as suas contas em dia chegando mesmo a passar fome, com uma crescente desigualdade social, os ricos mais ricos cerca de 7% da população e os outros 93%??? a ficarem cada vez mais soterrados pela pobreza. A extinção da classe média, a perda galopante do poder de compra, o aumento das taxas, o aumento do preço do petróleo vitima constante no mercado bolsista de noticias fictícias sobre possíveis problemas internacionais ligados sobretudo a atentados terroristas a instalações petrolíferas e guerras entre países produtores de petróleo, puras especulações que só fazem aumentar o seu preço e que acabam por não se concretizar. Enchendo os bolsos de uma pequena mas poderosa percentagem da população mundial, cerca de 4% da mesma, ter em conta que somos actualmente 7 mil milhões de pessoas a consumir e devastar este planeta. Como diria o outro, é só fazer as contas.Olho para um lado e vejo um mar infinito, onde vejo barcos de pesca de todas as nacionalidades, maioritariamente espanhola, a pescarem nas nossas águas porque têm um governo que apoia e subsidia os pescadores e incentiva os mesmos a comprar embarcações novas feitas no seu país, é lindo, é só a maior frota de pesca da Europa e umas das maiores do mundo. Olho para o outro lado e vejo uma imensidão de terra a ser invadida anualmente pela seca e desertificação dos solos, porquê? Porque não é trabalhada. Andamos a comprar produtos agrícolas mesmo aqui ao lado, onde o governo desse mesmo país subsidia e apoia os seus agricultores a produzir, mesmo que passem o patamar imposto pela UE de certas produções as tais cotas de produção, não deitam nada para o lixo como aqui o fazem, pagam multas, mas têm os seus produtos sempre para consumir e vender, exportam-nos! E nós muito contentes recebemos migalhas da mesma União para não produzir e deixar um Alentejo ás moscas, entrego ao deserto com metade de um país a passar já fome porque não produzimos, se não produzimos não comemos e não podemos exportar, se não exportamos não ganhamos nada, logo temos de comprar ao exterior, o exterior primeiro preocupa-se com os seu só depois com os outros, connosco neste caso, se não houver para eles também não há para nós, logo morremos á FOME. Quando nos vendem pagamos mais do que aquilo que recebemos de subsídios da dita UE, logo nos endividamos. LOGO ESTAMOS SEMPRE A PERDER...!!!!! Ninguém vê isto pá???? Não, o problema é os submarinos!!! Que custam 450 milhões de euros, que se lixe a porcaria da independência, a droga que entra, a vigilância marítima, o apoio a crises, o controle de embarcações com matérias perigosas e poluentes, os vários meios navais de guerra e mercantes que passam obrigatoriamente pelas águas Portuguesas, pois temos a maior ZEE da Europa, que se lixe isso tudo, os outros que o façam, nós só estamos preocupados se o Cristiano Ronaldo e a vaca da Nereide se casam ou não, se as tertúlias cor de rosa falam da Diana Chaves, se temos pão na mesa e se a Selecção ganha o europeu ou o mundial, isso meus amigos sim é que é importante. Os submarinos e a tropa só servem para a guerra, mas como aqui ninguém nos quer fazer mal, ou porque já não nos conhecem ou porque isto não interessa mesmo para nada. Não precisamos dessa gente e desses meios para nada é só despesas, no entanto os 3 mil milhões de euros gastos por cada legislatura governativa na Saúde é que é!!! Continuam a morrer pessoas nos hospitais, em listas de espera que duram 5 anos em média, morrem porque não têm dinheiro para fazer uma operação, ou da compulsiva negligência hospitalar, somos cada vez mais seres para morrer, ocupamos espaço e custamos dinheiro ao erário publico. Em CUBA a SAÚDE É DE BORLA, sim esse país comunista que faz mal aos outros, que pode a todo momento invadir os EUA, a mazinha da Cuba tem de ser exterminada pois é um verdadeiro perigo internacional, á que lhe aplicar sanções e impedir as suas trocas comerciais, no entanto a mazinha da Cuba tem uma Educação e Saúde de borla para a sua sociedade, custa a todos e á que fazer um esforço para tal devido ás mesmas sanções, contudo conseguem ter 85% do total da população com habilitações literárias de nível de ensino superior, o verdadeiro país de doutores, mas doutores esses que fazem estradas, varrem ruas e mil e um encargos que vemos fazer aqui em Portugal por pessoas com o máximo do nono ano. Eles têm de se unir e pôr as mãozinhas na enxada se é que querem viver e se desenvolver. A sua Saúde ocupa um mero 2º lugar a nível mundial, porque será? Não, Cuba é má, os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, é mais uma estranha forma socialista do que o puro comunismo, e aqui que partido nos governa, não é o PS?Não, as Forças Armadas e em especial os submarinos é que são uns gastadeiros. Á que acabar com essa raça que nos rouba a massa todos os dias. De repente me lembro que para nos mantermos com uma certa estabilidade a nível internacional, tivemos que nos juntar a certas alianças...pois é. E que compromissos nós temos de cumprir...lembro-me por exemplo do artigo 5º da NATO que diz o seguinte, - " Se um país aliado é atacado por um outro extra aliança, será o mesmo que atacar todos os membros da aliança".Ok, isto quer dizer que, aqui ninguém nos faz mal, ninguém nos chateia, não temos problemas á que acabar com as Forças Armadas, mas se por exemplo a Turquia ou pior, uma Geórgia que está em permanente conflito internacional com a Rússia e os seus vizinhos, se ela for atacada e exercer o direito ao artigo 5º da aliança, logo somos obrigados actuar, mas com o quê se não temos meios, se a opinião publica combateu efusivamente o reequipamento militar, epá mandamos a GNR ou a PSP, mas esses nem aqui dentro resolvem os problemas, vão lá para fora com as suas quarentonas mauzer e G3, não pá! A GNR comprou novos veículos blindados de transporte de pessoal, mas esses nem aguentam uma bazucada, se calhar não se envia nada, é melhor estarmos quietinhos, pode ser que ninguém nos veja. E os outros são otários querem ver!!!! Este é o pensamento que traria para Portugal o maior dos problemas, o isolamento internacional e quebra total de todos os acordos e alianças. Seria a pior das causas e o verdadeiro descer ao chamado 3º Mundo, com consequências irreversíveis em todos os sectores e panoramas económico-sociais.A titulo de exemplo deixo aqui reflexos exteriores de desenvolvimento exponencial do ponto de vista económico e industrial e consequentemente social.EUA - maior investidor em desenvolvimento e produção de matérias militares do Mundo - maior economia mundial.Espanha (aqui ao lado) - 7º maior investidor em desenvolvimento de industria de material bélico mundial - 4ª economia europeia (maior economia exponencial da UE).China - maior investidor em desenvolvimento de material bélico da Ásia - maior economia exponencial do MundoSuécia (como referência de melhor qualidade de vida mundial) - 5º maior produtor e desenvolvimento de material bélico da Europa.Alemanha (pós Guerra) - Tornou-se no maior produtor, exportador e país desenvolvido no que diz respeito á industria militar, da Europa e 5º do Mundo - Maior economia da Europa, 3ª economia do Mundo.Fantástico não?! Dá que pensar.São dados e referências que nos elucidam bem como a linha do desenvolvimento da económica se funde com a produção e desenvolvimento de material bélico, vulgo, de Guerra. Nestes países certamente que a opinião publica não se ofende e se alarma quando se fala pelas hostes governativas em investimento em material de guerra, pois só se forem loucos, esta é uma das industrias que mais contribui para o desenvolvimento do país e respectivamente da sua economia, logo bem estar social.Sei que o texto poderá ser um pouco enfadonho e que a maioria de vós não tem certamente bem elucidado todos estes pontos de vista, contudo pretendo somente contribuir para uma abertura da mentalidade social Portuguesa e a preocupar-se mais com aquilo que de facto interessa, o nosso bem estar e principalmente dos que ai vêm, o nosso FUTURO.Deixem as Forças Armadas em paz, contribuam para o seu desenvolvimento, apoiem-nas, porque existe muito mais dinheiro por ai que daria para comprar 20 novos submarinos e que é mal gasto, nem vou comentar vejam os anexos, não são dois que iram fazer mossa nas nossas contas, sem contar que no contrato existe contrapartidas para desenvolvimento de equipamentos que iram ajudar a desenvolver a Marinha Portuguesa e consequentemente a economia, logo....o nosso bem estar social. O país produz anualmente 21 MIL MILHÔES de EUROS, onde é que ele está? Bem distribuído dava para tudo, até para os corruptos meterem ao bolso, mas como a sociedade não faz nada, eles, esses mesmos corruptos, aproveitam e metem muito mais.Não pensem pequenino, temos espírito e força de vontade que outrora foi bem demonstrada, é tempo de acordar e fazer jus ás palavras heroicamente proferidas em texto para mim bíblico, versados pela pena de Camões que tão bem soube nos referenciar na bíblia Lusitana, Os Lusíadas. Que por desleixo aos poucos nos acomodámos e adormecemos na almofada da fama e riqueza que se foi perdendo com o tempo e ultrapassada em desenvolvimento e que hoje cheira mal e está suja, á que a pôr para lavar e revestir a nossa gloriosa "almofada" de uma nova e vigorante "fronha" para que os outros saibam que estamos "ACORDADOS".Como diz e muito bem o poeta, - "Levante-se o 5º Império...Portugal é hora".