terça-feira, 4 de novembro de 2008

Espanha planeou invadir Portugal


Pois bem meus camaradas, abro este post com aquele que deveria ser a meu ver, o mapa cartográfico da zona Sudoeste da Europa.... Portugal um ilha!!!
Porque não? O Reino Unido é e ninguém vê os seus habitantes preocupados com isso. Aliás, são um dos povos mais desenvolvidos do mundo em conjunto com a designação de Potência Mundial.
Por isso meus camaradas, não me importava nada de ter a minha Pátria como território insolar.
E perguntam vocês, mas falta ali qualquer coisa no mapa? Porquê sermos uma ilha?
Pois bem camaradas, como foi designado no titulo, esse país de merda pelo qual se designa de Reino de Espanha, se calhar ficava melhor, Reino Retalhado de Espanha, tal é a inssurreição e protesto de certas regiões a apelarem á sua própria independência, a titulo de exemplo, País Basco, Catalunha e Galiza (COM O MEU TOTALISSIMO APOIO), essa merda de país planeou por 3 vezes no século passado, invadir a nossa DITOSA PÁTRIA. Filhos da puta.
Nunca conseguiram nunca a teram!!!
A ultima vez foi no pós 25 de Abril, ou seja, depois de derrubado o Regime Salazarista, e instalada a confusão do PREC (processo revolucionário em curso), onde se gladiavam forças comunistas e de centro-direita em pleno Verão Quente de 1975, o regime fascista espanhol de Franco ao deparar-se com tal confusão tratou de planear uma invasão á Pátria Lusa. Ao ver que o poder Luso poderia ser tomado pelas forças comunistas, Franco pede o aval dos não menos filhos da puta dos americanos (EUA) e tudo meus amigos pela simples razão de que, os EUA não queriam que um país da NATO e vizinho como o é Portugal, com a sua região estratégica dos Açores, caírem em mãos comunistas, lembrem-se que estávamos em plena Guerra Fria. Por outro lado interessava a Franco entrar rápidamente na NATO para poder beneficiar dos apoios da indústria militar dos Aliados. Simples não é? O suficiente para que um país seja invadido, por meros intereces, invade-se e pronto já está. JÁ ESTÁ O TANAS!!!
Meus amigos e camaradas...Jurei defender a Pátria e o Povo Lusitano, a Sua Identidade e Estrutura Física, leia-se Território Nacional COM O SACRIFICIO DA PRÓPRIA VIDA, algo que poucos poderam fazer na sua vida, e digo-vos do mais profundo que possa existir no meu coração e alma, que se um dia essa PUTA DE MERDA CHAMADA ESPANHA volte um dia pensar em invadir o meu país, meus amigos e camaradas, apoiarei e darei tudo o que estiver ao meu alcance para AFUNDAR essa merda de país que ainda no presente se sente dona do nosso chão e que OS NOSSOS VALOROS HERÓIS E BRAVOS LUSOS DO PASSADO que derramaram sangue pela Pátria não tenham ido em vão.
Algumas passagens históricas e personagens que fazem a nossa própria história e identidade que ainda hoje assombram a nossa vizinha:
D.Afonso Henriques - Batalha de São Mamede e Tratado de Zamora Dia da Independência 1143
D.João I e D.Nuno Álvares Pereira - Batalha de Aljubarrota 1385 Ah! E a Padeira Gertrudes!!!
Descobrimentos Portugueses
D.João II, D.Manuel I, Infante D.Henrique, Vasco da Gama, Cristovão Cólon (sim era Português), Tratado de Tordesilhas 1494
D.João IV e "morte" dos Filipes.
Guerra Peninsular - os cobardes e mijados espanhóis com medo aliaram-se a Napoleão e tentaram destruir o Império Português, contudo os Lusitanos com o apoio dos ingleses deram TRÊS sovas nesse exército misto de franceses e espanhóis e também alguns germânicos. Nunca foram capazes.
Salazar que bem ou mal impediu esses merdosos do lado de pensarem em ideias de merda.
Hoje temos o computador portátil " Magalhães" que invade a educação de muitos países de lingua oficial castelhana.
Ah! E um palavra especial á CPLP, cada vez mais o Português é estudado e aprendido em prol de outras linguas (incluindo o castelhano).
PERCEBEM AGORA QUE COMO DIZ O MEU POVO SABEDOR: "DE ESPANHA NEM BOM VENTO NEM BOM CASAMENTO" mais nada!!!
Que morram e que esse SEMI-PAÍS DESAPAREÇA DO MAPA
JÁ!!!!
VIVA PORTUGAL! VIVA O POVO LUSITANO!

Caso BPN


Como é sabido de todos os mortais Lusitanos, o Estado ou melhor, todos os que contribuem para o desenvolvimento e Tesouro da Pátria, disponibilisou a módica quantia, ou será um mera quantia?, de 20 mil milhões de euros.......sim! 20 000 000 000 euros á Banca Nacional. É muito zero á direita, não é? E tendo em conta que o país produz anualmente cerca de 120 mil milhões de euros, acaba por ser um rombo no nosso Tesouro Nacional. Bem, explicando claramente que é como eu gosto. O Estado disponibilisa a quantia grutesca á Banca, leia-se Banca Estatal e Privada, que é simplesmente o sector económico nacional que mais lucros obtem anualmente com verbas astronómicas a rondarem os 4,5 mil milhões de euros E AINDA VÊM AO NOSSO BOLSO CABRÕES, SACAR DINHEIRO AO ESTADO! A primeira está sempre salvaguardada pois depende directamente do Estado, ou seja, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o resto como BPI, Millenium, BES, BPN e muitos outros caso sentirem necessidade de recorrer deste "pequeno" crédito poderam ver os seus titulos nacionalizados, ou seja, o Estado passa a comandar ou ter parte administrativa nos Concelhos de Administração desses mesmos bancos. Passam a pertencer a TODOS NÓS!!!
O Primeiro banco português a ter necessidade de recorrer ao crédito estatal foi o BPN, vejamos;
José de Oliveira e Costa: Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Agora -EX-Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Sem comentários...... Este homem pôs muita boa gente na penúria por miseros incomprimentos fiscais, mas não vem dar a cara mais não seja pelos seus clientes e acionistas, pelos erros que cometeu e negócios ilicitos praticados enquanto CEO do BPN, simplesmente vergonhoso. Para já foi descoberto um furo de 700 milhões de euros, para já meus caros camaradas, para já! Nem quero ver o que pode sair dali E NÓS A SUPORTAR A CORRUPÇÃO, ou seja, o Estado.
Bom! Ainda a procição vai no adro e umas mentes brilhantes já vieram á praça soltar ideias, vejamos mais uma vez;
A Sociedade Lusa de Negócios (SNL), vejam como o termo "Lusa" que define a nossa raça uma vez mais caí no chão e é espezinhado por uns filhos da p....que só pensam na merda da sua carteira. Esta identidade gere o BPN e mais umas quantas empresas de elevado lucro, ora vamos lá reflectir, se esta empresa que governa uma rede de empresas entre as quais o BPN e é nacionalizado o seu banco, porque não nacionalizar o grupo gestor no seu todo dado os seus incomprimentos, fraudes e negócios obscuros (mas que toda a gente sabe) ????? A SLN gere uma rede de seguradoras que poderiam tapar o buraco realizado no BPN e assim ninguém saíria prejudicado, INCLUINDO NÓS, o Estado. Todas as seguradoras, entre elas, a Real Seguros que detém valores anuais de crescentes rendimentos, poderiam facilitar o negócio. Ou seja, A SLN não cumpre e põe em risco a banca nacional o Estado nacionaliza A SLN e pega nos seus activos (empresas) e gere de forma a que se rendam umas ás outras, fácil !!!???? Porquê só nacionalizar o que está podre? Agora vamos todos felizes e contentes pagar os desfalques que esses energumes da SLN cometeram......devem ter pouco ao bolso devem!!!
Depois de sair esse animal, um tal de José de Oliveira e Costa com uns trocos valentes e vão por mim, uma boa reforma de meia dúzia de anos, aparece um tal de Cadilhe, que prometeu orientar a restruturação do BPN, contudo o Estado ao deparar-se com tal gerência decidiu partir para a nacionalização e "ocupar" o BPN. Quem não gostou foi o Cadilhe que diz que se vai embora porque o que ele queria era, vejam bem esta merda pá, queria 600 milhões de euros DADOS pelo estado para tapar o buraco, mas o Estado não nacionalizava o banco nem metia ninguém na sua direcção. O FILHO DA P...QUERIA O NOSSO DINHEIRO EM TROCO DE QUÊ ? ERA MAIS UNS TROCOS PARA O BOLSO DAQUELES CABRÕES QUE SÓ LIXARAM O BANCO E OS SEUS FUNCIONÁRIOS (para não variar).
Meus amigos á que lembrar que este sr. Cadilhe caso o Estado nacionalizá-se o BPn tal como veio a acontecer, e caso se decida sair como CEO do BPN, segundo a Lei
NÃO LEVA INDEMINIZAÇÃO NENHUMA, O GAJO QUERIA A MASSA E CASO TUDO DESSE PARA O TORTO, SAÍA COM OS BOLSOS CHEIOS E ISSO MEUS CAROS CAMARADAS, ELE JÁ SABIA Á MUITO TEMPO!!! Por já ter conhecimento dos podres do banco e como iria acabar esta história, é que aceitou o cargo como CEO do BPN.
Aí meus camaradas o Estado esteve bem e mandou-o á fava como diz o meu POVO.
MAS SERÁ QUE NINGUÉM VÊ ESTA MERDA PÁ!!!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

A Origem de Portugal (2)




'Pai, foste cavaleiro.
Hoje a vigília é nossa.
Dá-nos o exemplo inteiro
E a tua inteira força!

Dá, contra a hora em que, errada,
Novos infiéis vençam,
A benção como espada,
A espada como benção!'

Fernando Pessoa, Mensagem, D. Afonso Henriques


A civilização romana termina na Península Ibérica com as invasões barbaras do início do século 5 d.C. Grandes hordas de povos bárbaros como os Alanos, os Vândalos, os Suevos atravessam os Pirinéus, vindos do norte da Europa e instalam-se um pouco por toda a península. No entanto estas civilizações não têm uma cultura superior à romana e as populações conquistadas continuaram a praticar um modo de vida de acordo com a cultura romana. A resistência do império romano foi muito fraca precisamente porque a civilização romana era baseada essencialmente na escravatura e os escravos não estavam dispostos a lutar e a dar a vida pelos seus senhores que muitas vezes os oprimiam tanto ou mais que os próprios bárbaros. Cerca de um século depois, no ano de 516, uma outra civilização de povos germânicos chega à península - os Visigodos. Embora não tendo também uma cultura superior à romana, os Visigodos acabam por influenciar os povos peninsulares através da introdução de um novo sistema de classes assente numa nobreza e clero muito fortes.

Os muçulmanos vão invadir a Península Ibérica em 711, com um sucesso militar fulminante os exércitos mouros vencem os Visigodos e conquistam a Península em pouco mais de três a quatro anos. A sua cultura influencia enormemente os habitantes peninsulares. Os lusitanos aprendem a Matemática e a arte da Navegação, conhecimentos que ditariam o nosso futuro séculos mais tarde com os Descobrimentos. Abdulaziz (ou Abdul-el-Aziz) subjugou a Lusitânia e, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas, atacava as que tentavam resistir. Às suas investidas escapou, porém, uma parte das Astúrias onde se refugiou um grupo de Visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Cristo. Por vezes, Pelágio e seus companheiros desciam das montanhas em investidas para atacar os acampamentos islâmicos ou as aldeias despovoadas de cristãos. Um desses ataques, historiograficamente designado de batalha de Covadonga, marcou o início de um processo de retomada dos territórios ocupados, ao qual se deu o nome de Reconquista.

Poucos anos após a invasão muçulmana, os cristãos (hispano-godos e lusitano-suevos) acantonados nas serras do Norte e Noroeste da Península Ibérica, iniciaram a reconquista do território, formando novos reinos que se foram estendendo sucessivamente para o Sul. Novamente, os lusitanos não se misturam com os mouros até porque tinham religiões diferentes. Aprenderam a sua cultura mas não se dá o cruzamento de povos. O período compreendido entre 711 e 1492 foi marcado, na Península Ibérica, entre outros factos, pela presença de governantes muçulmanos. Em nome da recristianização da região, ocorreu um longo processo de lutas, considerado por alguns como parte do movimento de cruzadas, resultando finalmente na completa conquista do território por parte dos cristãos.

No ano de 1095, o Imperador Afonso VI (imperador porque era rei dos reinos de Leão, Castela e Galiza) decide reunir os condados do Porto e Coimbra (na altura governados por condes embora tivessem que responder ao Rei de Leão) num só condado e oferecer à sua filha Dona Teresa. Assim, Dona Teresa e o marido, o fidalgo francês conde D. Henrique, são os primeiros príncipes de Portugal. O conde morre em 1114 e o governo do condado passou para a rainha viúva, que era a mãe do jovem D. Afonso Henriques, que em 1122 se arma a si próprio cavaleiro na catedral de Zamora. Ora armar-se a si próprio cavaleiro significa muito simplesmente que este não reconhece mais ninguém acima de si. Dona Teresa, casada na altura com um fidalgo galego, pretendia que a chefia do Condado Portucalense ficasse dependente do Reino da Galiza, no entanto os portucalenses não viam com bons olhos a ideia de sujeição aos galegos. Assim, o jovem Afonso Henriques encabeça a resistência apoiada pelos burgueses de Guimarães, pelo arcebispo de Braga e muitos fidalgos portucalenses. Com este apoio, Afonso Henriques resolve apoderar-se do governo do condado contra os desejos da mãe. Fica famosa para a história a batalha de S. Mamede, perto do Castelo de Guimarães travada entre os exércitos de Dona Teresa e os do próprio filho.

Mas a história não termina aqui...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Todos podem e devem participar!

Envia os teus textos, críticas, opiniões e ideias para:
movimento.ultra.lusitano@gmail.com
E os mesmos poderam ser expostos na textualidade prícipal do blogue.
Para um MUL forte, a tua participação é fundamental.
Lembra-te que este Movimento existe para que os valores da Pátria Lusitana não morram e acima de tudo integrar ideias que visam o melhoramento do estado actual da nossa querida e eterna Pátria.
Participa!!!

Os nossos ideais.

O Movimento Ultra Lusitano.
Eis a verdadeira génese da criação de tal movimento.
Antes que venham algumas alminhas críticar o nosso Movimento no sentido de o comparar ou mesmo rotular de movimento de ideal fascista, antevenho como bom militar que sou, tal jogada.
Devo dizer que como príncipio fundamental de base do MUL, A LIBERDADE de EXPRESSÃO a todos os que intervêm no nosso blogue.
O MUL integra e dá direito de expressão a membros, simpatizantes e ideais de todas as representações partidárias e instituições. Num Português mais claro, somos apologistas de ideais desde a extrema esquerda até á extrema direita, portanto camaradas somos um bloco só, vulgo, democráticos e livres.
A criação do MUL visa únicamente acordar a sociedade Lusitana para os problemas que asolam a actualidade nacional e fundamentalmente NUNCA ESQUERCERMOS DE QUEM FOMOS, O QUE SOMOS, DE ONDE VIMOS, PARA ONDE VAMOS.
Dar a entender que o Português não deve jámais ter vergonha doque é, e acima de tudo demonstrar ter ORGULHO no que é.
Assumimos-nos defensores Patrióticos e Nacionalistas, mas nunca nos confundam com extremismos indulentes e rótulos fascistas. SOMOS DEFENSORES DA PÁTRIA E DOS SEUS VALORES, da-mos a conhecer e príncipalmente relembrar que não nascemos ontem, mas temos isso sim uma identidade própria com 865 anos de história que não é vulgar e quem a construiu, todos os que deram o seu nome e ficaram na construção dessa mesma história não merecem nunca serem enxuvalhados e ignorados por muito que o progresso nos inclua cada vez mais numa sociedade global, unicultural e unigovernativa.
Abraço Camaradas.

Os nossos textos...

Caros amigos e camaradas....ultimamente temos recebido post`s a darem a dica de que os nossos textos são longos. Concordo com tal ponto de vista, é algo que não é normal nos blogues que circulam na net, mas deixo aqui a nossa simples e concisa explicação por parte dos Membros Fundadores do Movimento Ultra Lusitano.
Os textos expostos são longos pela simples razão de que primamos pela coerência e lealdade aos nossos valores que divergem cada vez mais aos que são aplicados diáriamente no presente tanto pela sociedade civil como e mais importante, pela sociedade Governativa da nossa querida Pátria. Ora, para que aqueles que nos visitam tenham noção dos nossos ideais e príncipalmento do fundamento das nossas críticas, temos que construir textos que demonstrem o lado que críticamos e o nosso, para que sejamos realmente coerentes e leais.
Isto para que o simples cidadão possa reflectir se está ao lado dos nossos pontos de vista ou do lado da realidade cootidiana.
Continuem a participar pois sem o vosso apoio e intervenção LIVRE, não podemos evoluir na construção e progresso de um futuro melhor e digno para a nossa estimada e eterna NAÇÃO,
A PÁTRIA LUSITANA.
Abraço camaradas.

sábado, 11 de outubro de 2008

O Dia da Independência.


Afinal de contas qual o verdadeiro dia da independência, o verdadeiro dia de Portugal?
Eis mais uma das muitas brihlantes ideias implementadas pelas cabeças da republica. Decorria o Glorioso ano de 1143, e numa pequena cidade a oeste do então reino de Castela, num dia de outubro, o saudoso e Pai D. Afonso Henriques assinava com o seu primo Afonso VII de Castela o Tratado que dita o reconhecimento oficial da nossa Independência, o Tratado de Zamora.
5 de Outubro de 1143, Dia de Portugal.
Vergonha é o que sinto todos os anos, ao ver ser comemorado um feriado por uma data que simboliza a queda da Monarquia no nosso País e é fundada a Republica. E se nos inteirármos bem acerca deste assunto, de certo que iremos denotar uma certa igualdade de funções entre tais regimes governativos. Se analizarmos á data da queda da centenária Monarquia, ano de 1910, podemos verificar que a figura de estado era o Rei, acusado pelas massas de exploração e despudor em relação ao que se passava nas entrenhas do povo e cujas funções apenas coroavam por meras intervenssões, podemos sempre comparar com as funções e desempenho do chefe de Estado actual, o nosso Presidente da Republica. Vejamos, chefe máximo das Forças Armadas; igual. Poder de escolha e concordância de formação do Governo; igual. Dissolução dos Orgãos Governativos; igual. Poucas acções governativas; igual. Falta de interação com o povo; igual. Não fazer nada de produtivo e real governação do Estado; igual. Portanto meus amigos dados alguns exemplos que ao fim de 100 anos comparamos aqui, verficamos que o País se estava em crise e esse era um dos argumentos que levou á revolta republicana e consequente queda do regime monárquico, enfim meus amigos hoje 11 de outubro de 2008 vivemos igual forma de estar social, enforcados pelas diverssas crises que ensombram a nossa querida Pátria. NADA MUDOU.
O ideal republicano demontrou ao longo destes 100 anos que era e é apenas uma forma de vários carolas mais espertos que o resto das massas tentaram e conseguiram convencer o analfabeto e ignorante povo, sem culpa está claro, a revirar o país e torná-lo na mesma forma que era, agora apenas mudavam os nomes dos cargos. Pesso desculpa pelo termo, mas como diz o povo brejeiro " A merda é diferente, mas o cheiro é o mesmo." Nada mais certo. De que valeu mudarmos se continuamos com as mesmas dificuldades e os governantes continuam a explorár-nos e a tratar quem os elege como erva daninha. Sou apologista do ideal governativo francês. O Presidente da Republica é quem governa, é quem decide é quem dá a cara ao e pelo Povo que o elege como seu representante e governador máximo. Chega de tachos e panelas, se verific´rmos bem as contas, em comparação á moeda da época de 1910 os réis com a actualidade, o euro, chegamos á brilhante conclusão que hoje gastamos 15 vezes mais em atribuições financeiras a representantes da Republica do que o que existia no reinado de D. Carlos I e subsequentemente o seu filho e último monarca Lusitano, D. Manuel II. UMA VERGONHA !!! Vêm estes gajos falar de poupança, de aperto de cinto....meus amigos anualmente o país produz 150 mil milhões de euros e ainda me dizem que não há dinheiro, para onde vai tal massa? Mal gerida e para o fundo de contas bancárias em off-shore de meia dúzia de cabeças. E ninguém vê isto!? Falam do 25 de Abril........outro dia da merda!!! A maior peça de teatro alguma vez realizada, tanta acção e realismo.....meus amigos, digovos se existe alguém que merece um óscar em Portugal, esse nome seria Mário Soares e seus compinchas porque não! Otelo, Costa Gomes, Almeida Santos, Spínola, e por aí fora até aos dias de hoje.
Pois é camaradas, 5 de Outubro comemoramos a implantação da Republica, tapam os olhos ao povo que papa este dia de merda, atenção digo de merda porque comemoramos por tal motivo, e deixamos ano após ano cair no esquecimento aquela que é a data mais importante da Pátria Lusa. De 1143 a 2008 são 865 anos, NÃO ME GOZEM POR FAVOR. Quase 1000 anos de história como Estado Uno e Independente, Descobridor e implementador do factor GLOBALIZAÇÃO, não é de agora é desde 1415 com a conquista de Ceuta meus amigos. E deixamos cair tais factos em esquecimento. VERGONHA!!!
Apelo a todos que doravante celebremos e publicitaremos o 5 de Outubro como Feriado pelo Dia da Independência e de Portugal. O dia 10 de Junho pode bem ficar como o Dia de Camões que bem merece. Maso verdadeiro dia da Pátria Lusitana é o 5 de Outubro que se comemore como bem merece porque é o dia de todos nós, o dia em que o primeiro Português, o primeiro Soldado de Portugal se designa como Primeiro Rei de Portugal o "pai" de todos nós.
Acordo totalmente em elaborar uma petição a ser entregue na Assembleia da Merda, perdão peço sinceras desculpas, Assembleia da Republica. Pelo nosso dia, O Dia da Pátria.
Abraços camaradas.

A Origem de Portugal




'Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa'

Camões, Os Lusíadas, Canto III


Numa época muito remota, no 'Paleolitico' a Peninsula Ibérica foi invadida por inúmeros povos, houve assim dentro do território uma fusão de inúmeros povos, existindo também grandes progressos culturais. Em de 10 000 a.C. a Península Ibérica era habitada por povos que viriam a ser conhecidos como Iberos. Em 6000 A.C., a região passou a ser habitada por um povo indo-europeu, os Celtas que coexistiram pacificamente com as tribos Iberas até ao ponto de se fundirem, dando origem aos Celtiberos que se subdividiram em vários povos, como os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros (povo do Norte de Portugal), Célticos (povo que habitava o Alentejo), Coelernos (viviam entre os rios Tua e Sabor, no interior norte de Portugal), Equesos (viviam no extremo norte montanhoso português), Gróvios (viviam no vale do rio Minho, entre a Galiza e Portugal), Interamicos (vivia entre trás-os-Montes, Portugal e o norte de Espanha (fronteira com Portugal), Leunos (habitavam entre o rio Lima e o rio Minho, no norte de Portugal), Luancos (habitava entre o rio Tâmega e o rio Tua, a norte do rio Douro no actual território português e galego), Límicos, Narbasos, Nemetatos, Gigurri, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos. Influências menores foram os Gregos e os Fenícios-Cartagineses (com pequenas feitorias comerciais costeiras semi-permanentes).
Assim sendo, os lusitanos são um povo celtibero. A região habitada pelos lusitanos chama-se de Lusitânia e corresponde a Portugal e a uma parte da Galiza (Espanha).

O que chamou a atenção dos romanos para a Península Ibérica, foi não só a imensa riqueza mineira, mas também o facto do império cartaginês, inimigo crónico dos romanos, recrutar nesta região muitos dos seus bravos soldados.
Em 151 a.C., os chefes lusitanos, que se encontravam nos castros (povoações rodeadas por muralhas) nos montes Hermínios, após muitas lutas contra os romanos, decidiram propor a paz. Em troca de terras férteis na planície, abandonariam a luta. As conversações sobre a intenção dos Lusitanos tiveram como interlocutor um chefe romano de seu nome Galba que fingiu aceitar a proposta oferecendo-lhes um local esplêndido. Em troca teriam que entregar as armas.
Quando os lusitanos se encontravam espalhados por uma zona sem hipóteses de defesa, Galba cercou-os, matando milhares de lusitanos. Aprisionou e enviou para a Gália, como escravos, outros tantos. Porém, alguns conseguiram escapar, entre os quais, Viriato. Galba, com esta traição, pensava que esta vitória seria bem recebida em Roma, e que com a violência do seu acto tivesse destruído para sempre a resistência dos lusitanos. Puro engano! Esta traição ia contra os conceitos estabelecidos pelas autoridades romanas, que davam muito valor às vitórias militares mas exigiam lealdade e respeito pelos inimigos. Quando souberam que Galba tinha mentido e assassinado homens desarmados que tinham confiado na palavra de um chefe romano, chamaram-no a Roma e julgaram-no em tribunal. Os lusitanos, ao contrário do esperado por Galba, formaram um exército de milhares de homens vindos de vários castros e desencadearam ataques sucessivos contra os romanos, alcançando muitas vitórias sobre o comando desse grande herói do povo lusitano, que só à traição foi eliminado, Viriato.
Mas a luta não parou e para tentar acabá-la os romanos mandaram à Península o cônsul Décimo Júnio Bruto, que fortificou Olisipo (Lisboa), estabeleceu a base de operações em Méron próximo de Santarém, e marchou para o Norte, matando e destruindo tudo o que encontrou até à margem do Rio Lima. Mas nem assim Roma conseguiu a submissão total e o domínio do norte da Lusitânia.
A partir de 194 a.C., registraram-se choques com tribos de nativos, denominados genericamente como lusitanos, conflitos que se estenderam até 138 a.C., denominados por alguns autores como guerra lusitana. A disputa foi mais acessa pelos territórios mais prósperos, especialmente na região da actual Andaluzia.
Neste contexto, destaca-se um grupo de lusitanos liderados por Viriato, eleito por aclamação, que inflinge várias derrotas às tropas romanas na região da periferia andaluz, acabando por tornar-se num mito da resistência peninsular.

No entanto a força do império romano prevaleceu e este viriam a dominar a Peninsula Ibérica por mais de cinco séculos. Os romanos contribuíram com a sua cultura e a sua civilização mas não com pessoas o que permitiu que os lusitanos tenham adquirido a cultura romana mas não as suas gentes. Os lusitanos tinham uma língua própria - a língua lusitana, uma variante de língua celta. Contudo, a influência do latim era superior e de acordo com os ensinamentos romanos, os lusitanos passaram a falar latim, que evoluiu até ao português que falamos hoje.

Mas a história não termina aqui...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Dia 25 de Abril de 1974

Como acho que este dia mudou para sempre a vida e os costumes de toda a nação Portuguesa decidi colocar uma cronologia do sucedido durante as 24 horas do dia 25 de Abril de 1974.
Apesar de ainda não ser nascido nesta altura. Vivo este dia todos os dias!
Se me perguntassem qual o dia de toda a história de Portugal que eu gostaria de ter vivido, eu responderia: O dia da "revolução dos cravos".

Adorava ter vivido as emoções que foram sentidas por milhares de pessoas no largo do Carmo e em todo o país aquando finalmente se aperceberam que a censura e a repressão estava a terminar e que finalmente poderiam sentir a liberdade. Sentimento esse que nunca lhes tinha percorrido o corpo!
Graças a alguns "bravos" que lutaram contra o regime, pondo as suas vidas em risco para "salvar" toda uma nação, podemos hoje saber o que é a democracia e a liberdade.

O meu MUITO OBRIGADO a todos eles.

PS - Sei que esta mensagem vai ficar deveras longa. Ainda pensei em fazer uns "ajustes", mas o meu coração não deixou! Este dia é demasiado importante para se apagar o quer que seja.

Dia 25 de Abril de 1974

00h00 - João Paulo Dinis conclui o programa nos E.A.L. e regressa a casa, seguindo instruções do chefe militar do MFA.

00h20 – Nos estúdios da Rádio Renascença, situados na Rua Capelo, ao Chiado, Paulo Coelho, que ignora os compromissos assumidos pelos seus colegas do programa Limite, lê anúncios publicitários. Apesar dos sinais desesperados de Manuel Tomás, que se encontra na cabina técnica acompanhado de Carlos Albino, para sair do ar, o radialista prossegue paulatinamente a sua tarefa. Após 19 segundos de aguda tensão, Tomás dá uma "sapatada" na mão do técnico José Videira, provocando o arranque da bobine com a gravação que continha a célebre senha: a canção Grândola Vila Morena, de Zeca Afonso.

00h30 - Na EPAM, um grupo de capitães e subalternos armados dá voz de prisão ao oficial de dia, alferes miliciano Pinto Bessa, e ao oficial de prevenção, aspirante miliciano Leão. O capitão Gaspar assume provisoriamente as funções de oficial de serviço.
- No Campo de Instrução Militar de Santa Margarida (CIMSM) começam-se a encher carregadores na arrecadação de material de guerra.
- Na EPA continua-se (iniciada às 23h00) a preparação final do golpe, onde o capitão Santos Silva assumira já o comando, acolitado pelos tenentes Ruaz, Sales Grade e Sousa Brandão.
- Na EPI, os capitães Rui Rodrigues, Aguda e Albuquerque ordenam a formatura da companhia de intervenção, a três bigrupos de cinquenta homens.
O capitão Silvério executa o plano de defesa do quartel. Os majores Aurélio Trindade e Cerqueira Rocha convidam o coronel Jasmins de Freitas a aceitar o comando da unidade.
00h40 - Na EPC, em Santarém os oficiais do MFA procuram obter a adesão ao Movimento do tenente coronel Henrique Sanches. Não o conseguindo, procedem à sua detenção.
- No Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC) os capitães Oliveira Pimentel e Frederico Morais iniciam a preparação dos homens para levar a bom termo a sua missão - conquistar a Emissora Nacional.
01h00 - No BC 5 o major Fontão ordena ao alferes Frazão que controle e mantenha pessoal de guarda à central telefónica. Manda fechar os portões e neutralizar a central rádio.
- No CIMSM o tenente Luís Pessoa reúne os cabos milicianos e consegue a sua adesão imediata.
- Na EPC o major Rui Costa Ferreira assume o comando.
01h30 - Na EPC Salgueiro Maia manda acordar o pessoal e formar em parada. A adesão é entusiástica. Salgueiro Maia comandará a força tendo o tenente Alfredo Assunção como seu adjunto.
- No CIAAC, em Cascais, um grupo de jovens oficiais vê impedida a sua entrada na unidade que, ao contrário do que se previa, não adere ao Movimento. Contactam o Posto de Comando pedindo nova missão.
- Na EPAM os soldados são armados. No exterior tudo está tranquilo.
- No RI 14 os capitães Gertrudes da Silva, Silveira Costeira, Aprígio Ramalho, Ferreira do Amaral e Augusto convocam os oficiais subalternos e esclarecem a situação. Controlam a central telefónica e os postos de rádio da ordem pública e do Serviço de Telecomunicações Militares (STM).
- No Regimento de Cavalaria 3 (RC 3), em Estremoz, é problemático o cumprimento da missão: marchar sobre Lisboa com uma coluna de autometralhadoras, estacionando na zona da portagem da Ponte Salazar, aguardando ordens do Posto de Comando. O comandante, coronel Caldas Duarte, mostra-se indeciso e pede tempo para reflectir.
02h00 - No RI 14, em Viseu, inicia-se a preparação da companhia que vai seguir para a Figueira da Foz, onde se juntará a outras unidades em acção (RI 10, CICA 2, RAP 3) com vista a constituir o agrupamento «November».
- A companhia de intervenção a três bigrupos comandada pelo capitão Rui Rodrigues abandona a EPI, em Mafra, para seguir por Malveira, Loures, Frielas e Camarate até ao Aeroporto da Portela, que deverá ocupar e defender.
- No BC 5 o major Cardoso Fontão manda distribuir armas, munições e aparelhos de rádio e formar as companhias.
- Do CTSC saem duas viaturas pesadas e um jipe, com um total de 47 homens, e dirigem-se para o seu objectivo.
02h30 – Os capitães Dinis de Almeida e Fausto Almeida Pereira executam vitoriosamente o plano de controlo do Regimento de Artilharia Pesada 3 (RAP 3), na Figueira da Foz, neutralizando os subalternos milicianos em serviço. Almeida Pereira abre o portão da unidade aos oficiais da Escola Central de Sargentos (ECS) de Águeda.
- Forças da EPI iniciam a ocupação dos pontos chave de Mafra, assegurando o domínio da vila e dos respectivos acessos.
02h40 - Forças da Escola Prática de Engenharia (EPE) saem de Tancos para se dirigirem à ponte da Golegã-Chamusca, e aí se juntarem às Companhias de Caçadores 4241/73 e 4246/73 oriundas de Santa Margarida.

02h50 - Uma coluna da EPAM, num total de cerca de cem homens, montados em duas viaturas ligeiras e três pesadas, comandada pelo capitão Teófilo Bento, inicia a curta marcha em direcção ao objectivo.

03h00 - A Rádio Televisão Portuguesa (R.T.P.) - Mónaco na linguagem cifrada dos militares revoltosos - é tomada de assalto pela força da EPAM.
- As 16 viaturas militares, precedidas de um automóvel de exploração civil, que constituíam a força da EPA - composta por uma bateria de artilharia (BTR 8,8) e uma companhia de artilharia motorizada comandadas, respectivamente, pelos capitães Oliveira Patrício e Mira Monteiro - cruzam a porta da unidade e partem de Vendas Novas em direcção a Lisboa.
- Uma bateria de artilharia (BTR 10,5) da EPA, comandada pelo capitão Duarte Mendes, ocupa posições a cavaleiro das estradas de Montemor-o-Novo e Lavre, assegurando a interdição destes eixos viários e garantindo a segurança próxima da unidade.
- Abrem-se os portões do quartel do BC 5 dando saída a duas companhias operacionais.
- O major Campos Moura e o capitão Correia Pombinho, encarregues de assinalar a saída dos homens do BC 5 e que aguardam na viatura do primeiro, escondida por detrás de sebes fronteiras à Penitenciária, partem de imediato para informar o 10º «Grupo de Comandos» do facto.
- Em Lamego, no Centro de Instrução de Operações Militares (CIOE), o seu comandante, tenente-coronel Sacramento Marques dá ordem de saída a uma companhia de tropas especiais que, após cinco horas de percurso, entrará no Porto.
- Nesta cidade, uma força do CICA 1, comandada pelo tenente-coronel Carlos Azeredo, penetra no Quartel-General da Região Militar do Porto (QG/RMP), transformando-o no posto de comando das forças em operações na Região Norte.
03h07 - Encontro do 10º «grupo de comandos» com a segunda companhia do BC 5, comandada pelo tenente Mascarenhas, na confluência da rua Castilho com a Sampaio Pina. O major Fontão estabelece contacto proferindo a senha Coragem! a que o capitão Mendonça de Carvalho responde com Pela Vitória!

03h12 - Efectuada a junção com êxito, encaminham-se para a entrada do Rádio Clube Português que o porteiro Alcino Leal virá a abrir, dando entrada a oito oficiais, sete dos quais armados com pistolas Walther. Estava conquistado sem incidentes o R.C.P., tendo o capitão Santos Coelho informado, de seguida, o Posto de Comando de que México passara para as mãos do MFA.

03h15 - A coluna do CTSC, comandada pelos capitães Frederico Morais e Oliveira Pimentel, chega à Emissora Nacional (E.N.) e ocupa a estação de rádio oficial. Tóquio viera completar o domínio de três objectivos fundamentais na área da comunicação social.

03h15 - As Companhias de Caçadores (Ccaç) 4241/73 e 4246/73 encontram-se com a EPE. A Ccaç 4241/73 marcha para o centro emissor do R.C.P., em Porto Alto; a Ccaç 4246/73 dirigir-se-á a Vila Franca de Xira para dominar a Ponte Marechal Carmona e a EPE seguirá para Lisboa a fim de ocupar posições de defesa na Casa da Moeda.

03h16 - No posto de comando do MFA é interceptada uma conversa telefónica entre o general Andrade e Silva, ministro do Exército e o Prof. Silva Cunha, ministro da Defesa, trocam impressões sobre a situação geral, revelando que tinham conhecimento de que se preparava um jantar importante de carácter conspirativo, mas que a DGS vigiava os oficiais. O primeiro membro do governo, entre outras considerações, afirma que "A situação está sem alteração e perfeitamente sob controlo...está tudo sossegado e não há qualquer problema em qualquer ponto do País." A chamada é interrompida porque o responsável máximo da DGS se encontrava noutro telefone para falar com o ministro da Defesa.

03h30 - A força da EPC - com 10 viaturas blindadas, 12 viaturas de transporte de tropas, duas ambulâncias e um jipe e precedida por uma viatura civil, com três oficiais milicianos - comandada pelo capitão Salgueiro Maia, cruza a porta da unidade e sai de Santarém em direcção a Lisboa.
- A primeira companhia do BC 5, comandada pelo capitão Bicho Beatriz, toma posições de cerco ao Quartel General da Região Militar de Lisboa (QG/RML). O oficial de serviço, aspirante Silva, informa o chefe do Estado-Maior, coronel Duque, da situação. Inicia-se, a partir de então, de acordo com a cadeia hierárquica, o processo de prevenção dos principais responsáveis das Forças Armadas.
- Carlos Albino e Manuel Tomás retiram-se das instalações da Rádio Renascença.

03h30 - Surge o primeiro alarme oficial das forças governamentais sobre a eclosão do Movimento, na cidade do Porto: o coronel Santos Júnior, comandante da PSP local, informa o Comando da GNR da tomada do QG/RMP pelos revoltosos.

03h31 – Os ministros da Defesa e do Exército retomam o diálogo telefónico, acabando por concluir que o Presidente da República, nesse dia, "pode deslocar-se à vontade, porque, por lá (Tomar), está tudo calmo".

03h40 - A coluna do RI 10 de Aveiro, comandada pelo capitão Pizarro, chega aos portões do RAP 3. O coronel Sílvio Aires de Figueiredo, comandante da última unidade, é detido, nessa altura, pelo capitão Dinis de Almeida. Decorrerá ainda algum tempo até que se constitua o Agrupamento Norte: a coluna do RAP 3 demora a formar, é preciso municiar as tropas chegadas de Aveiro, aguarda-se que cheguem as forças do Centro de Instrução de Condução Auto 2 (CICA 2) da Figueira da Foz e do RI 14 de Viseu.

03h55 - A companhia do RI 14 autotransportada, comandada pelo capitão Silveira Costeira, constituída por 4 viaturas pesadas, 1 ambulância e 1 viatura de exploração civil, sai do quartel passando por Tondela, Santa Comba Dão, Luso, Anadia e Cantanhede.

03h56 - O Posto de Comando toma conhecimento que foi quebrado o factor surpresa. O documento onde são anotadas as escutas telefónicas – intitulado A Fita do Tempo – regista: «Concentração que avança sobre Lisboa. Ele (Min. Ex?) vai já para lá (?)».

03h57 - A ausência de notícias da coluna da EPI, que ainda não conquistara o Aeroporto, conduz ao adiamento da transmissão do primeiro comunicado inicialmente prevista para as 4h00.

04h00 - Um pelotão do BC 5 desloca-se para a residência de António de Spínola, a fim de garantir a sua segurança.
- O programa «A noite é nossa», do R.C.P., deixa de transmitir publicidade, passando a emitir apenas música.
04h15 - O general Eduardo Martins Soares, comandante da RMP, apela aos coronéis Rui Mendonça, comandante do RI 8, e Carneiro de Magalhães, comandante do RI 13, ambos de Braga, para avançarem sobre o Porto e libertarem o QG das mãos dos insurrectos. Nos dois casos, os oficiais das unidades recusam-se a cumprir tais ordens.

04h20 - A coluna da EPI, comandada pelo capitão Rui Rodrigues, assume o controlo do Aeródromo Base nº 1 (Figo Maduro) e do Aeroporto de Lisboa. O capitão Costa Martins emite um comunicado NOTAM, interditando o espaço aéreo português e desviando o tráfego para os aeroportos de Las Palmas e Madrid. Nova Iorque encontra-se sob o controlo do Movimento.

04h22 - Em resposta a um telefonema de Silva Cunha, a mulher do Ministro do Exército informa-o que «O Alberto saiu agora de casa».

04h26 - O Rádio Clube Português transmite o 1º comunicado do Movimento das Forças Armadas, lido por Joaquim Furtado. Seguem-se o Hino Nacional e marchas militares, designadamente uma da autoria de John Philip de Sousa que se viria a transformar no hino do MFA. Os portugueses começam a tomar conhecimento de que algo de muito importante se está a desenrolar no País.
- No Grupo de Artilharia Contra Aeronaves 2 (GACA 2) de Torres Novas os capitães do Quadro Permanente, Pacheco, Dias Costa e Ferreira da Silva, conseguem a adesão dos tenentes milicianos comandantes de companhias mobilizadas para o Ultramar e que aguardam embarque.
04h30 - Rendição do QG/RML. O major Cardoso Fontão comunica ao posto de comando que Canadá fora ocupado sem incidentes.
- Forças do CICA 1 detêm, à saída da sua residência, o chefe do Estado-Maior do Q.G./R.M.N., coronel Ramos de Freitas.
04h45 - O 2º comunicado do MFA é emitido, apelando à desmobilização de eventuais acções contra o Movimento.
- O primeiro grupo do BC 5, comandado pelo major Fontão, penetra no interior do R.C.P.
- O alarme é dado no Quartel-General da Região Militar de Coimbra (QG/RMC). Rapidamente se apercebem de que a maior parte das unidades segue o Movimento.
- O governador da Região Militar de Lisboa reúne-se com o corpo do seu Estado-Maior na residência do respectivo subchefe.
05h00 - Após uma viagem sem problemas, a coluna da EPC passa na portagem da auto-estrada, em Sacavém.

05h00- No Quartel-General da Região Militar de Évora (QG/RME) é recebida ordem do Ministério do Exército para entrar de prevenção rigorosa.
- Marcelo Caetano recebe um telefonema do director-geral da PIDE/DGS, major Silva Pais, que lhe comunica estar a Revolução na rua, sendo a situação muito grave, pelo que se tornava necessário que o Presidente do Conselho se refugiasse no Quartel do Comando-Geral da GNR no Largo do Carmo.
05h15 - Leitura do 3º comunicado que, entre outros apelos, aconselha a população a permanecer em casa. Grande parte desta, pelo contrário, vai para a rua, passando a manifestar um acolhimento eufórico à iniciativa dos militares, misturando-se com eles, conferindo, assim, ao golpe militar, muitos dos contornos de uma verdadeira revolução.

05h19 - O general Nascimento telefona ao recém nomeado CEMGFA, general Luz Cunha, a informá-lo que "está muita tropa na rua e é preferível seguir para aqui".

5h20 - O general Viotti de Carvalho, vice-chefe do Estado-Maior do Exército (EME) determina ao comandante da EPTm para proceder à escuta das comunicações militares e as relatasse para o Estado-Maior. No entanto, há largas horas que a referida unidade militar desempenhava aquela missão, mas a favor do MFA.

05h27 - O ministro do Exército ordena ao RI 6, do Porto, que liberte o Q.G./R.M.P, determinação que não será cumprida, uma vez que a unidade era afecta ao MFA.

05h30 - No itinerário para o Terreiro do Paço, Salgueiro Maia cruza-se com viaturas da Polícia de Segurança Pública no Campo Grande e, cerca de 10 minutos depois com a Polícia de Choque, na Av. Fontes Pereira de Melo, que não se manifestam.

05h30 - O Comando Territorial do Algarve (CTA) ordena a entrada em prevenção rigorosa das suas três unidades.

05h32 – O ministro do Exército determina ao general Carvalhais que se ocupe da protecção dos CTT, Águas e Electricidade.

05h45 - O 4º comunicado sintetiza os anteriores alertando para que a situação não se encontra ainda totalmente controlada.

05h46 - O Ministro do Exército ordena ao comandante do Regimento de Cavalaria 7 (RC 7), coronel António Romeiras Júnior, que, com os carros de combate M47, tome posições em Vale de Cavalos para deter uma coluna da EPC que fora «referenciada no Cartaxo» e que «vem a caminho de Lisboa».

05h50 - Uma força do CICA 1 ocupa o centro emissor de Miramar (Porto) do R.C.P.

05h55 - As forças de Salgueiro Maia instalam-se no Terreiro do Paço, de forma marcadamente intimidatória. Encontram-se cercados os ministérios, a Câmara Municipal, a Marconi, o Banco de Portugal e a 1ª Divisão da P.S.P., estando dirigidas as metralhadoras para as janelas do Ministério do Exército. «Estamos aqui para derrubar o Governo» declara Salgueiro Maia ao jornalista Adelino Gomes.

05h59 - O ministro do Exército telefona ao coronel Romeiras Júnior, e ordena-lhe que "veja se consegue salvar esta coisa, pois estamos todos cercados", recebendo a resposta que as forças daquela unidade iam a caminho e já se encontravam na Av. 24 de Julho.

06h00 - O Quartel-General da Região Militar de Tomar (QG/RMT) ordena às unidades que passem ao estado de prevenção rigorosa. Mas já há algumas horas que forças de Tancos (EPE), de Santa Margarida (Ccaç 4241 e 4246) e de Santarém se movimentam em apoio do MFA.
- A companhia do GACA 2 de Torres Novas, na qual ocorrera uma viragem da situação (de força inimiga passa a apoiante), ocupa o Quartel e resiste a todas as ameaças, apesar de se manter sem contactos com o Posto de Comandos do MFA até às 20h00 do dia 26.
06h05 - O alferes miliciano David e Silva chega ao Terreiro do Paço comandando um pelotão de AML/Chaimites reforçado com Panhards do RC 7, favorável ao Governo, mas adere imediatamente ao Movimento, colocando-se às ordens de Salgueiro Maia. A mesma atitude será tomada por dois pelotões do Regimento de Lanceiros 2 (RL 2) que guardam o Ministério do Exército, à excepção de sete elementos que virão a possibilitar a fuga aos membros do Governo aí refugiados.

06h10 - O ministro do Exército pede ao general da FA Henrique Troni para "mandar dois aviões sobrevoar o Terreiro do Paço".

06h50 - A bateria de obuses do Regimento de Artilharia Pesada 2 de Vila Nova de Gaia toma posição em ambas as entradas da Ponte da Arrábida, no Porto, dando acesso unicamente às «forças amigas» (do MFA).
- Uma força do RL 2, comandada pelo tenente Ravasco, tenta, sem êxito, recuperar o QG/RML.
07h00 - Forças da EPA de Vendas Novas, comandadas pelos capitães Patrício e Mira Monteiro, ocupam a colina do Cristo-Rei, em Almada (com o nome de código Londres).
- Surge no Terreiro do Paço, do lado da Ribeira das Naus, um pelotão de reconhecimento Panhard do RC 7, orientado pelo seu 2º comandante, tenente-coronel Ferrand de Almeida que, perante o dilema de ter de disparar ou de se render, opta por esta última posição, sendo preso.
- Uma coluna do RC 3 de Estremoz, sob o comando do capitão Andrade Moura e Alberto Ferreira, sai do Quartel e dirige-se a Setúbal, a fim de atingir a Ponte Salazar (actual Ponte 25 de Abril). Juntam-se-lhe os capitães Miquelina Simões e Gastão Silva, colocados no Regimento de Lanceiros 1 de Elvas, na sequência do frustrado golpe das Caldas.
- O Agrupamento Norte – envolvendo, nesta altura, forças do RAP 3 e CICA 2 da Figueira da Foz e do RI 10 de Aveiro - sai a porta de armas do Quartel e mete-se à estrada em direcção a Leiria.
07h30 - O RI 14 de Viseu chega à Figueira da Foz e integra as forças do Agrupamento Norte muito antes da sua chegada a Leiria, assumindo o comando o capitão Gertrudes da Silva.
- É lido por Luís Filipe Costa o 5º comunicado do Movimento das Forças Armadas, em que se fornecem elementos acerca dos objectivos do MFA.
- É detido, nas imediações do R.C.P., o tenente-coronel Chorão Vinhas, comandante interino do BC 5.
- Uma segunda coluna da EPC, constituída por cinco carros de combate (2 M47 e 3 M24) e dois pelotões de atiradores (cerca de 60 homens), comandada pelo capitão Correia Bernardo, atinge o perímetro de Santarém, pronta para avançar para Lisboa em apoio da coluna de Salgueiro Maia. A evolução favorável dos acontecimentos acabou por tornar desnecessária tal medida.
07h40 - A Companhia de Caçadores (Ccaç 4241/73) ocupa o centro emissor do R.C.P., em Porto Alto.

07h50 - Os capitães Glória Alves e Ferreira Lopes, à frente de um pelotão do Centro de Instrução de Condução Auto 5 (CICA 5) de Lagos, ocupam o centro retransmissor de Fóia.

08h00 - Verifica-se o corte de energia ao centro emissor do R.C.P., em Porto Alto, que passa a funcionar com o gerador de emergência.
- A Companhia do CIOE, comandada pelo capitão Delgado da Fonseca, chega à cidade do Porto, dirigindo-se ao CICA 1.
08h15 - Uma força da GNR saída do Quartel do Cabeço de Bola, constituída por 12 "Land Rover", toma posição no Campo das Cebolas. Após um breve diálogo com Salgueiro Maia e face à disparidade de meios, o comandante é convencido a abandonar o local.

08h22 – O CEMGFA, general Luz Cunha, informa o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Paiva Brandão, que "pretende utilizar meios da Escola Prática do Serviço de Material (EPSM) para tomar posições e libertar o AB 1. Irem pela auto-estrada e tomarem estrada secundária. Terem cuidado com o Cmdt. dessa força porque a entrega do Ferrand o deixou muito em baixo".

08h30 - É lido, pela primeira vez na Emissora Nacional, um comunicado do MFA.

08h50 - Uma coluna de nove viaturas militares da EPE de Tancos estaciona no centro emissor do R.C.P., a fim de reforçar a sua defesa. Mais tarde segue para Lisboa onde ocupa a Casa da Moeda, seu objectivo inicial.

09h00 - A fragata Almirante Gago Coutinho, comandada pelo capitão-de-fragata Seixas Louçã, toma posição no Tejo, em frente ao Terreiro do Paço, intimidando directamente as forças de Salgueiro Maia. Perante esta situação, a artilharia do Movimento, já estacionada no Cristo-Rei, recebe ordens do Posto de Comando para afundar a fragata no caso desta abrir fogo. O vaso de guerra terá recebido ordem do vice-chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Jaime Lopes, "para se preparar para abrir fogo". A ordem de disparar nunca chegou.
- O major Cardoso Fontão detém, nas imediações do Q.G./R.M.L., o brigadeiro Serrano que, no 16 de Março, comandara o cerco ao RI 15.
- Chega à residência de Spínola o médico Carlos Vieira da Rocha, amigo do general e proprietário do automóvel Peugeot que os haveria de transportar, no final da tarde, ao Quartel do Carmo.
09h15 - Uma força da EPC, com uma AML e uma ETT/Panhard, comandadas pelo alferes Sequeira Marcelino e pelo aspirante Pedro Ricciardi, vai reforçar a protecção do QG/RML, em São Sebastião da Pedreira.

09h35 - Chega ao Terreiro do Paço uma força comandada pelo brigadeiro Junqueira dos Reis, 2º comandante da RML, constituída por 4 CC/M47, uma companhia de atiradores do Regimento de Infantaria 1 e alguns pelotões da Polícia Militar. Dois dos carros de combate, comandados pelo major Pato Anselmo, tomam posições na Ribeira das Naus, enquanto os outros dois, sob o comando do coronel Romeiras Júnior, penetram na Rua do Arsenal.

09h40 - Protegidos pelos blindados do RC 7, os ministros da Defesa, Silva Cunha, do Interior, César Moreira Baptista, do Exército, Andrade e Silva, da Marinha, Pereira Crespo, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Joaquim Luz Cunha, o governador militar de Lisboa, Edmundo Luz Cunha, o subsecretário de estado do Exército, coronel Viana de Lemos e o almirante Henrique Tenreiro, fogem pelas traseiras do Ministério do Exército, abrindo um buraco na parede que comunica com a biblioteca do Ministério da Marinha. No parque de estacionamento interior tomam lugar numa carrinha que os transporta ao Regimento de Lanceiros 2, onde instalam o Posto de Comando das tropas leais ao Governo.

10h00 - Na Rua do Arsenal, o tenente Alfredo Assunção, da EPC, empreende uma tentativa de negociação com o coronel Romeiras Júnior e o brigadeiro Junqueira dos Reis.- Este oficial-general agride com três murros o emissário dos revoltosos que responde com continência e uma rígida posição de sentido. O brigadeiro manda, em seguida, abrir fogo sobre ele, não sendo obedecido, por intervenção directa do coronel Romeiras. Assunção regressa, então, para junto das suas tropas.

10h10 - Chega ao Terreiro do Paço o tenente-coronel Correia de Campos, enviado do Posto de Comando da Pontinha, com a missão de coordenar as operações.

10h15 - Um grupo de comandos, que integra Correia de Campos e Jaime Neves, passa revista ao Ministério do Exército, confirmando a fuga dos ministros que tinha por missão prender, procedendo à detenção de diversos oficiais superiores, designadamente o coronel Álvaro Fontoura, chefe de gabinete do ministro do Exército que seriam, pouco depois, transferidos para o RE 1.

10h30 - Depois de algumas tentativas infrutíferas para a rendição do major Pato Anselmo, na Ribeira das Naus, esse intento é alcançado por um civil, o ex-alferes miliciano Fernando Brito e Cunha, que actua às ordens de Correia de Campos. Os dois carros de combate e as tropas que os seguiam passam-se para o lado dos revoltosos, ficando sob o comando de Salgueiro Maia.
- O Agrupamento Norte, comandado pelo capitão Gertrudes da Silva, atinge Peniche, com o objectivo de ocupar essa odiosa prisão política do Regime. Face à resistência da PIDE/DGS, a companhia do CICA 2 e duas secções de obuses do RAP 3 montam cerco àquele objectivo, seguindo o grosso da coluna para Lisboa.
10h45 – Face à perda de metade da sua coluna, o 2º comandante da RML transfere o CC/M47 do alferes miliciano Fernando Sottomayor (RC 7) para a Ribeira das Naus. Seguidamente, o brigadeiro Junqueira dos Reis ordena-lhe que abra fogo sobre Salgueiro Maia, quando este se encontra entre a esquina do Ministério do Exército e o muro para o rio Tejo, numa tentativa para obter a rendição do remanescente das forças fiéis ao governo. O oficial miliciano recusa-se a obedecer, sendo detido e transferido para o RL2.

10h50 - Junqueira dos Reis ordena, sem sucesso, aos soldados que abram fogo. Perante a desobediência generalizada, o oficial-general dá dois tiros para o ar e dirige-se para a Rua do Arsenal, onde se encontra o carro de combate do comandante do RC 7.

11h00 - Incapaz de se fazer obedecer, o 2º governador militar de Lisboa conserva as forças que lhe restavam nas posições que ocupavam, não tomando, naquela altura, mais nenhuma iniciativa.
- O governo consegue cortar a emissão em FM do R.C.P., desligando o comutador de Monsanto.
- É detido, por forças do BC 5, nas instalações do Quartel Mestre General, o seu responsável, general Louro de Sousa.
11h30 - As unidades estacionadas no Terreiro do Paço dividem-se, avançando:
- a Escola Prática de Cavalaria para o Quartel do Carmo, sendo, ao longo de todo o percurso, aclamada entusiasticamente pela população.
- forças dos Regimentos de Cavalaria 7, Lanceiros 2 e Infantaria 1 - que contavam com 16 blindados - comandadas por Jaime Neves e pelos tenentes de Cavalaria Cadete e Baluda Cid, para o Quartel-General da Legião Portuguesa (Marrocos).
11h45 - Difundido novo comunicado do MFA ao País, informando que, de Norte a Sul, a situação se encontra dominada e que "...em breve chegará a hora da libertação."

12h00 - A fragata Almirante Gago Coutinho retira para o Mar da Palha.
- No Rossio, uma companhia do Regimento de Infantaria 1 , da Amadora, comandada pelo capitão Fernandes, tenta barrar o caminho para o Quartel do Carmo, à coluna da EPC. Após curto diálogo com o comandante das tropas, estas passam para o lado de Salgueiro Maia.
12h30 - É montado o cerco ao Quartel da GNR, no Carmo, pela coluna da EPC.

12h45 - Forças hostis da GNR ocupam posições na retaguarda do dispositivo de Salgueiro Maia.

13h00 - Um comunicado do MFA tranquiliza as famílias dos militares envolvidos no movimento revoltoso.
- Face ao cerco do Quartel do Carmo, o brigadeiro Junqueira dos Reis dirige-se, com os dois CC/M47 e os lanceiros e atiradores que lhe restavam, para o Largo de Camões, na esperança de, conjuntamente com forças da GNR, tentar libertar o Presidente do Conselho. Tais intenções rapidamente se verificam inexequíveis. A companhia do RI 1 passa-se para as fileiras do MFA e uma parte da guarnição de um M/47 abandona-o, confinando o brigadeiro a uma posição de crescente fraqueza face ao aumento do poderio dos revoltosos.
13h15 - A coluna do RC 3 de Estremoz atinge o seu objectivo, a Ponte Salazar.

13h30 - Um helicanhão sobrevoa o Largo do Carmo, causando grande ansiedade entre militares e civis.

13h40 - O comandante e o Estado-Maior da Legião Portuguesa apresentam a sua rendição.

14h00 - Corte de energia ao emissor de Miramar (Porto) do R.C.P.

14h30 - É lido por Clarisse Guerra, aos microfones do Rádio Clube Português, um comunicado do MFA, no qual se dá conta dos objectivos e posições controlados e do ultimato para a rendição de Marcelo Caetano.

15h10 - Salgueiro Maia solicita, com megafone, a rendição do Carmo em 10 minutos. Momentos antes recebera do Posto de Comando do MFA uma mensagem escrita pelo major Otelo Saraiva de Carvalho na qual ordena que apresente um aviso-ultimato para a rendição.

15h15 - São libertados da Trafaria os onze militares que aí se encontravam detidos em consequência do falhado golpe das Caldas.

15h30 - Não sendo atendido após 15 minutos, Salgueiro Maia ordena ao tenente Santos Silva para fazer uma rajada da torre da Chaimite sobre as janelas mais altas do Quartel, repetindo o apelo de rendição logo a seguir.

15h45 - Do Quartel do Carmo sai o major Hugo Velasco, membro do MFA, para falar com o capitão Salgueiro Maia.

16h00 - O coronel Abrantes da Silva, a pedido de Salgueiro Maia, entra no Quartel para dialogar com os sitiados.
- Forças do CIOE dirigem-se aos estúdios da R.T.P. (Monte da Virgem) e do R.C.P. (Tenente Valadim), no Porto, para proceder à sua ocupação.
16h15 - O capitão Salgueiro Maia dá ordens ao alferes miliciano Carlos Beato para instalar os seus homens no cimo das varandas do edifício da Companhia de Seguros Império e fazer fogo sobre a frontaria do Carmo, agora com armas automáticas G-3.

16h25 - O comandante da força da EPC, na ausência de resposta por parte dos sitiados no Quartel do Carmo, ordena a colocação de um blindado em posição de tiro e chega a dar "voz" de "um, dois"..., sendo interrompido pelo tenente Alfredo Assunção que conduz dois civis até ele. Trata-se de Pedro Feytor Pinto, director dos Serviços de Informação da Secretaria de Estado da Informação e Turismo, e Nuno Távora, que se dizem portadores de uma mensagem do general Spínola para Marcelo Caetano.

16h30 - Salgueiro Maia autoriza a entrada no Quartel dos dois mensageiros.

16h30 - Spínola comunica ao Posto de Comando do MFA ter recebido um pedido de Marcelo Caetano para ser ele a aceitar a rendição do chefe do governo. Otelo, após recolher a opinião dos presentes, concede-lhe esse mandato.

16h45 - Os dois mensageiros saem do Quartel do Carmo e deslocam-se num jipe, acompanhados por Alfredo Assunção, para casa de Spínola que, entretanto, se dirige já para o Carmo.

17h00 - Salgueiro Maia desloca-se ao interior do Quartel e fala com Marcelo Caetano que, após ter colocado algumas perguntas, lhe solicita que um oficial-general vá efectuar a transmissão de poderes (Spínola, com quem, aliás, falara já ao telefone) para que o poder não caia na rua.

17h00 - Salgueiro Maia pede a Francisco Sousa Tavares e a Pedro Coelho, oposicionistas ligados à CEUD e ao PS, para ajudarem a afastar a população. Sousa Tavares sobe para uma guarita da GNR e, usando o megafone, apela à calma.

17h45 - Chegada ao Largo do Carmo do general António de Spínola, acompanhado pelo tenente-coronel Dias de Lima, major Carlos Alexandre Morais, capitão António Ramos e dr. Carlos Vieira da Rocha. Após longos minutos envolvido pela multidão, o Peugeot que transportava Spínola consegue, finalmente, chegar junto da porta de armas do quartel.

18h00 - António de Spínola, acompanhado por Salgueiro Maia (que o informa sobre o modo como os membros do Governo serão retirados das instalações), entra no Quartel do Carmo para dialogar com Marcelo Caetano.

18h15 - Spínola encontra-se com Marcelo e informa-o dos procedimentos que serão adoptados para a sua saída do local e posterior evacuação para a Madeira. Enquanto isso, Salgueiro Maia pede à população que abandone o Largo do Carmo, a fim de se proceder à retirada do Presidente do Conselho e dos ministros. O apelo é ignorado.

18h20 - Um comunicado do MFA informa o País da entrega de Marcelo Caetano e de membros do seu ex-governo, refugiados no Carmo.

18h25 - Às ordens de Salgueiro Maia, soldados formam um cordão em frente da porta de armas do Quartel, por forma a ser possível retirar Marcelo Caetano em segurança.

18h30 - O Agrupamento Norte chega a Lisboa.- Numa manobra difícil, a autometralhadora Chaimite penetra, de marcha atrás, no Quartel do Carmo.

19h00 - Marcelo Caetano, Rui Patrício e Moreira Baptista abandonam o Quartel do Carmo, sendo conduzidos na autometralhadora Chaimite "Bula", em direcção ao Quartel da Pontinha.
- A Baixa de Lisboa é invadida por enorme multidão que vitoria as Forças Armadas e a Liberdade.
19h50 - Comunicado do MFA anunciando formalmente a queda do Governo.

20h05 - É lida, através dos emissores do RCP, a Proclamação do Movimento das Forças Armadas.

20h30 - Na Rua António Maria Cardoso, onde se situa a sede da PIDE/DGS, agentes desta polícia política abrem fogo sobre a multidão que se aglomera na referida artéria, causando 4 mortos e dezenas de feridos.

21h00 - A Chaimite "Bula" e a coluna da EPC atingem o Quartel da Pontinha.

21h00 - Forças do RAP 3 e da EPI deslocam-se ao Comando da 1ª Região Aérea, em Monsanto, para proceder à detenção dos ministros da Defesa, do Exército e da Marinha, e de outras altas patentes militares que ali se haviam refugiado desde a tarde, conduzindo-os ao RE 1.

22h00 - Forças de pára-quedistas chegam à prisão de Caxias, onde a PIDE/DGS continua a resistir.

23h30 - Chegada da EPC ao RC 7 e RL 2 que ocupa, perante a rendição, sem resistência, dos seus comandantes.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Vasco da Gama

Aqui vos deixo a minha primeira contribuição para elevar o espírito e a moral de ser português.


Vasco da Gama levou efeito, em 1497/1498, com assinalável êxito, uma das viagens marítimas que mais glorificou Portugal – a Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia. Pela primeira vez o velho continente punha-se em ligação directa e por mar com a Índia. Era o coroar de tantos esforços portugueses, ao longo de 80 anos. O Atlântico substituía, definitivamente, o Mediterrâneo, como principal eixo do comércio marítimo mundial. Situação que se manteria inalterável até finais do século XX.

Vasco da Gama nasceu em Sines, por volta de 1468 e era filho ilegítimo de Estêvão da Gama, marinheiro que serviu D. João II. Vasco da Gama tornar-se-ia, com o tempo, um experimentado navegador. D. João II tê-lo-á encarregado de várias missões de responsabilidade, e há mesmo quem defenda que foi ainda este monarca a nomeá-lo para a viagem que haveria de fazer já no reinado de D. Manuel I.

A armada, que sob as suas ordens haveria de chegar à Índia, era constituída pelas naus S. Gabriel e S. Rafael e pela caravela Bérrio, e ainda por um velho navio com mantimentos, que seria destruído quando não fosse mais necessário. A primeira nau era comandada pelo próprio Vasco da Gama, a segunda por seu irmão Paulo da Gama, e a terceira por Nicolau Coelho. Partindo de Lisboa no princípio de Julho de 1497, chegou à Índia 10 meses mais tarde (Maio de 1498). Os momentos mais complicados dessa viagem foram, sem dúvida, as privações de alimentos e de água doce, sentidas no princípio de Dezembro de 1497 (período de Verão, no hemisfério Sul), e as traições sofridas por Vasco da Gama, na Costa Oriental Africana (quando pretendia contratar um guia que o levasse ao seu destino, deram-lhe um impostor com o objectivo de fazer abortar a sua missão) e em Calecut. Se ao princípio foi recebido principescamente pelo Samorim, depressa este alterou a sua forma de proceder, certamente em resultado das intrigas dos mercadores muçulmanos (que dominavam o comércio na região), inimigos seculares dos portugueses e temendo que estes lhes retirassem o monopólio comercial das especiarias asiáticas.Valeu, na circunstância, o facto de Paulo da Gama se encontrar no comando da esquadra portuguesa, ancorada ao largo de Calecut. Adivinhando a traição, começou a bombardear Calecut, até que o Samorim se viu obrigado a libertar Vasco da Gama.

Na viagem de volta, Paulo da Gama piorou subitamente, e Vasco da Gama rumou para a Ilha Terceira, onde seu irmão acabaria por falecer, tendo sido sepultado na Igreja de S. Francisco, em Angra. Tal como aconteceu com Paulo da Gama, um grande número de marinheiros portugueses, não regressou desta viagem com vida. Assim sucedeu, em quase todas as viagens. A expansão portuguesa, pese embora a glória e riqueza que trouxe ao nosso país, foi sempre uma causa da perda trágica de homens. Ao chegar a Lisboa, em Agosto de 1499, Vasco da Gama foi recebido em festa pelo povo e pelo rei, que o cumulou de dádivas (entre estas destaque-se a doação de trezentos mil réis de renda) e honrarias, atribuindo-lhe o título de Dom , extensivo também à sua família, e nomeando-o Almirante do Mar da Índia, ao mesmo tempo que lhe prometia o título de Conde.

Já depois do regresso da expedição de Pedro Álvares Cabral, em 1500, e após a recusa desse navegador em comandar uma nova viagem à Índia, em 1502, foi Vasco da Gama encarregado de comandar uma grande armada, constituída por 20 embarcações, para se vingar do tratamento que o Samorim havia dado aos portugueses, que mandou chacinar, depois de ter autorizado Pedro Álvares Cabral a estabelecer aí uma feitoria portuguesa. A segunda expedição de Gama a Calecut exerceu, de facto, grandes represálias sobre essa cidade, mas firmou tratados de amizade com os chefes das cidades de Cochim e de Cananor, que estariam na base do domínio português daquela região nos anos seguintes.

Vasco da Gama casou com D. Catarina de Ataíde, de quem teve 7 filhos. Já Conde da Vidigueira, Vasco da Gama ainda voltou à Índia, no ano de 1524, e como Vice-Rei, nomeado por D. João III, com a incumbência de lutar contra alguns abusos de fidalgos portugueses que, com as suas atitudes, estavam a pôr em causa o domínio português.Com braço de ferro, a sua missão estava a ser concretizada plenamente. Contudo, em Dezembro desse ano de 1524, adoeceu em Cochim, onde viria a falecer, na véspera do Natal de 1524, tendo os seus restos mortais sido trazidos para Portugal.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Sobre o Magalhães



Ora perguntam vocês, caros leitores, quem foi Fernão de Magalhães? Pergunta legítima e que provavelmente muitos de vós até sabem responder. Para os mais esquecidos aqui fica um breve resumo da vida de Fernão de Magalhães:

Navegador português, lutou brilhantemente na Índia e em África. Descontente por não ter obtido de D. Manuel I a recompensa a que se julgava com direito, após ter lutado em Marrocos, foi oferecer os seus serviços a Carlos V, que lhe confiou uma frota de cinco caravelas. O projecto do rei espanhol consistia em dar a Espanha a possibilidade de atingir as Molucas pelo Ocidente, por mares não reservados aos portugueses no Tratado de Tordesilhas. Assim, em setembro de 1519, e partindo de Cádiz, Magalhães seguiu rumo ao Ocidente. Durante a viagem teve de subjugar várias revoltas das tripulações. Chegado à costa da América do Sul, foi navegando para o sul, e assim descobriu a passagem interoceânica a que ficou ligado o seu nome - o estreito de Magalhães.
Na verdade a navegação pensava que as Molucas seriam atingidas logo após passarem o estreito. No entanto, ficaram 98 dias sem ver terra. Faltou comida e água, todos ficaram muito doentes e muitos dos homens de Magalhães morreram, mas seriam os primeiros europeus a navegar pelo Pacífico.
Em março de 1521 chegaram à ilha de Guam, seguindo depois para as Filipinas. Um mês depois, Magalhães foi morto num combate entre grupos rivais na ilha filipina de Mactan. Restavam apenas 110 dos homens que tinham embarcado em Espanha. Abandonaram um dos navios e Sebastião Elcano assumiu o comando da expedição. Chegaram às Molucas em novembro. Carregaram os navios com especiarias e começaram a viagem de volta. Em 6 de setembro de 1522, três anos depois da partida, apenas um navio - o Victoria - chegou ao porto espanhol de Sevilha.
Dos homens que embarcaram três anos antes, retornaram apenas 18. Um deles era o italiano Antonio Pigafetta, que registrou toda a viagem no seu diário: 'A fama de Magalhães será eterna', escreveu, no dia da chegada. Estava provado que a Terra era redonda.
É de Fernão de Magalhães a autoria da seguinte frase:
'A Igreja diz que a Terra é achatada, mas sei que ela é redonda, porque vi a sombra dela na Lua, e acredito mais numa sombra do que na igreja.'
Independentemente de o ter feito ao serviço de outra nação, é unânime a importância deste português na história da Humanidade... fomos nós quem deu novos mundos ao Mundo e porque não fazê-lo novamente?

Numa altura em que se fala tanto do 'Magalhães' (o primeiro computador portátil produzido em Portugal) fará algum sentido as nossas crianças nunca terem ouvido falar do verdadeiro Magalhães? Sim porque para elas, e enquanto o navegador português não fizer parte sequer dos programas curriculares do ensino, Magalhães será sempre um computador...

domingo, 21 de setembro de 2008

MENSAGEM a todos!






'MAR PORTUGUÊS


I O Infante

Deus quere, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!


X Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem de passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


...


Prece

Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.

Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.

Dá o sopro, a aragem - ou desgraça ou ânsia -,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistaremos a Distância -
Do mar ou outra, mas que seja nossa!'


Fernando Pessoa

sábado, 13 de setembro de 2008

E recordar é viver....

Para levantar a moral e pensar que já fomos assim,
porque não voltar a ter o peso de uma Nação Forte e Respeitada como o fomos em tempos de outrora?!!


A nova força crescente....CPLP.



Subitamente, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tornou-se um clube muito requisitado. Há dois anos, a Guiné Equatorial e o Maurício entraram, com o estatuto de países associados. Este ano, será a vez do Senegal. Na lista de espera, estão países do Leste e América LatinaPortuguês pode ser língua oficial na Guiné EquatorialO Senegal vai tornar-se este mês o terceiro país adquirir o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mas a lista de espera é longa e inclui nações de geografias tão improváveis como o Leste europeu.Ucrânia, Croácia e Venezuela já fizeram chegar o seu interesse ao 32 da Rua de São Caetano, à Lapa, em Lisboa , onde a CPLP está instalada num palacete novecentista cedido pelo Governo português.Constituída há 12 anos, com sete países de língua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe), a CPLP alargou-se a oito, em 2002, com a adesão de Timor-Leste.Em 2006, na Cimeira de Bissau, a comunidade aceitou os seus dois primeiros países associados: Maurício e Guiné Equatorial.Maurício (país do Índico usualmente designado como Maurícias) é habitado por duas comunidades, uma de origem indiana e outra africana, originária de Moçambique, daí o interesse em participar na CPLP, com o actual estatuto de associado.A Guiné Equatorial não descarta a hipótese de passar a ser o 9.º membro efectivo, depois de acrescentar o português às suas duas línguas oficiais; castelhano e francês. Antiga colónia portuguesa, foi objecto, no século XVII, de um negócio com a Espanha, que. em privado, o Presidente da Guiné Equatorial faz questão de lamentar. Em troca, Portugal recebeu da Coroa espanhola um território na América do Sul que foi integrado no Brasil.Na Cimeira de Lisboa, que terá lugar no Centro Cultural de Belém, nos próximos dias 25 e 26, será a vez da formalização da adesão do Senegal.Mas na próxima cimeira de chefes de Estado, a realizar em Luanda em 2010, já deverá ser necessário pôr mais lugares à mesa."Temos sido abordados por diversos países que exprimiram informalmente o seu interesse em aproximarem-se e solicitar o estatuto de associados", reconheceu o embaixador Luís Fonseca, o diplomata de Cabo Verde que é secretário executivo da CPLP desde há quatro anos.O embaixador escusou-se a nomear os país interessados, que são essencialmente de duas origens geográficas: Leste da Europa e América do Sul.No continente sul-americano, a CPLP é atraente aos olhos de todos os países que fazem fronteira com o Brasil: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guyana, Paraguai, Suriname, Peru, Uruguai e Venezuela, em particular deste último onde existe uma forte comunidade portuguesa e o presidente Chávez se encontra em rota de colisão com o Governo de Madrid. Ucrânia e Roménia são dois candidatos óbvios, devido aos laços que estreitaram com Portugal através de fluxos migratórios. Menos óbvio é o interesse croata.O forte crescimento do Brasil e Angola ajuda a perceber esta explosão de interesse que a CPLP está a despertar em diversos cantos do Mundo.Com o preço do barril do brent a roçar os 150 dólares, há muita gente a querer ser amiga de uma comunidade em que metade dos seus membros têm petróleo (Brasil, Angola, Timor e São Tomé).
Eis como a estrutura Lusófona começa a ter um certo peso na conjuntura internacional.
Contudo sou plenamente a favor de um crescente intrusamento de dados entre os países da comunidade, desde o Económico, a Saúde, o Ensino, o Direito e a Defesa. Algo que deveria ser visto com mais rigor por parte dos membros, de certo que iria chamar a atenção de muitos outros países despoletando assim o seu interesse.

Viva Portugal, Viva Camões e a Língua Mãe....A Portuguesa!!!












Submarinos Novos...a nova Força Nacional.



Boas.. O texto que se segue é um pouco, muito, extenso, contudo pedia que o lessem atentamente e me enviassem a vossa opinião e sobretudo ideias, para podermos discutir, mas no fundo da realidade apenas desabafar. Obrigado Eis as primeiras fotos do primeiro novo submarino Português, o NRP Tridente S167 que chega para o ano.Sempre muito contestado pela opinião pública, não deixa de ser dinheiro muitíssimo bem gasto. Eis o mais temível meio bélico Português. As suas acções nunca foram bem explicadas e transmitidas para a mesma intolerante opinião publica, mas isso tem uma razão simples, políticos que não cumpriram serviço militar e com interesses noutros consórcios concorrentes ao alemão HDW que venceu o mesmo concurso de construção destes dois novos submarinos, e com a peculiar ajuda dos meios de informação que dispõem de uma massa jornalística de cerca de 90% sem terem efectuado o cumprimento militar, seja obrigatório e/ou voluntário, não sabem como lidar com este tipo de informação e transmiti-la. Como tal, apoiados pelo mediatismo e interferência brutal que tem a televisão, rádio e jornais no seio do povo Lusitano sempre muito desconfiado com os gastos do país, país esse que se preocupa mais com a compra de armas para as Forças Armadas, essas mesmas que fundaram a Nação, Defenderam-na, projectaram o nome de Portugal em todo o Mundo que mantêm este país independente á cerca de 1000 anos e fizeram elas mesmas a revolução que resultou no derrube de um Governo que mantinha perto de 50 anos de ditadura sem que ninguém fizesse algo para o mudar, são vistas hoje como alvo a abater quando surge noticias de reequipamento militar. Um país que deveria preocupar-se mais com a corrupção estrondosa e vergonhosa dos nossos dias na nossa sociedade e aos olhos de todos, porque chegámos a um estado tal que tudo se faz ás claras impunemente sem consequências algumas e o POVO mais uma vez CONSENTE.É por isso que não evoluímos, falava-se do chamado Estado Novo que nos protegia das guerras internacionais, mas que pôs este país num dos mais atrasados a nível europeu...então e agora?! Sim hoje, ano 2008, ocupamos orgulhosamente o 19º lugar com previsão de queda para 24º no ano 2010 da lista dos países mais desenvolvidos da UE. De referir que somos actualmente 25º. Seremos passados pela Malta! Republica Checa! Chipre! Mas afinal o que é isto!!! Cerca de 1/4 da população do Luxemburgo é de nacionalidade ou descendência Portuguesa, um pais que é mais pequeno do que o Algarve, não tem Mar e é sobretudo geograficamente montanhoso, É o 5º ´PAÍS MAIS DESENVOLVIDO DA ZONA EURO?????!!!!! E para não falar de ser um dos países com melhor nível de vida MUNDIAL!!!!! Fartam-se de gastar dinheiro com as suas forças armadas no seio do BENILUX, para quem não sabe, é uma aliança entre a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo no desenvolvimento militar e defesa mutua, e lá ninguém reclama, a opinião publica apoia.O que fomos e o que somos hoje........é triste, é uma realidade triste, em matéria de crime organizado, máfias da cúpula governativa e corrupção que é transversal a todos os sectores da sociedade como costumo dizer, - "Não temos nada a aprender com a Itália, a pátria da Máfia, crime organizado e corrupção".Somos roubados a toda a hora, impostos indevidos, congelamento indevido de salários a Portugueses que sabe Deus como conseguem manter as suas contas em dia chegando mesmo a passar fome, com uma crescente desigualdade social, os ricos mais ricos cerca de 7% da população e os outros 93%??? a ficarem cada vez mais soterrados pela pobreza. A extinção da classe média, a perda galopante do poder de compra, o aumento das taxas, o aumento do preço do petróleo vitima constante no mercado bolsista de noticias fictícias sobre possíveis problemas internacionais ligados sobretudo a atentados terroristas a instalações petrolíferas e guerras entre países produtores de petróleo, puras especulações que só fazem aumentar o seu preço e que acabam por não se concretizar. Enchendo os bolsos de uma pequena mas poderosa percentagem da população mundial, cerca de 4% da mesma, ter em conta que somos actualmente 7 mil milhões de pessoas a consumir e devastar este planeta. Como diria o outro, é só fazer as contas.Olho para um lado e vejo um mar infinito, onde vejo barcos de pesca de todas as nacionalidades, maioritariamente espanhola, a pescarem nas nossas águas porque têm um governo que apoia e subsidia os pescadores e incentiva os mesmos a comprar embarcações novas feitas no seu país, é lindo, é só a maior frota de pesca da Europa e umas das maiores do mundo. Olho para o outro lado e vejo uma imensidão de terra a ser invadida anualmente pela seca e desertificação dos solos, porquê? Porque não é trabalhada. Andamos a comprar produtos agrícolas mesmo aqui ao lado, onde o governo desse mesmo país subsidia e apoia os seus agricultores a produzir, mesmo que passem o patamar imposto pela UE de certas produções as tais cotas de produção, não deitam nada para o lixo como aqui o fazem, pagam multas, mas têm os seus produtos sempre para consumir e vender, exportam-nos! E nós muito contentes recebemos migalhas da mesma União para não produzir e deixar um Alentejo ás moscas, entrego ao deserto com metade de um país a passar já fome porque não produzimos, se não produzimos não comemos e não podemos exportar, se não exportamos não ganhamos nada, logo temos de comprar ao exterior, o exterior primeiro preocupa-se com os seu só depois com os outros, connosco neste caso, se não houver para eles também não há para nós, logo morremos á FOME. Quando nos vendem pagamos mais do que aquilo que recebemos de subsídios da dita UE, logo nos endividamos. LOGO ESTAMOS SEMPRE A PERDER...!!!!! Ninguém vê isto pá???? Não, o problema é os submarinos!!! Que custam 450 milhões de euros, que se lixe a porcaria da independência, a droga que entra, a vigilância marítima, o apoio a crises, o controle de embarcações com matérias perigosas e poluentes, os vários meios navais de guerra e mercantes que passam obrigatoriamente pelas águas Portuguesas, pois temos a maior ZEE da Europa, que se lixe isso tudo, os outros que o façam, nós só estamos preocupados se o Cristiano Ronaldo e a vaca da Nereide se casam ou não, se as tertúlias cor de rosa falam da Diana Chaves, se temos pão na mesa e se a Selecção ganha o europeu ou o mundial, isso meus amigos sim é que é importante. Os submarinos e a tropa só servem para a guerra, mas como aqui ninguém nos quer fazer mal, ou porque já não nos conhecem ou porque isto não interessa mesmo para nada. Não precisamos dessa gente e desses meios para nada é só despesas, no entanto os 3 mil milhões de euros gastos por cada legislatura governativa na Saúde é que é!!! Continuam a morrer pessoas nos hospitais, em listas de espera que duram 5 anos em média, morrem porque não têm dinheiro para fazer uma operação, ou da compulsiva negligência hospitalar, somos cada vez mais seres para morrer, ocupamos espaço e custamos dinheiro ao erário publico. Em CUBA a SAÚDE É DE BORLA, sim esse país comunista que faz mal aos outros, que pode a todo momento invadir os EUA, a mazinha da Cuba tem de ser exterminada pois é um verdadeiro perigo internacional, á que lhe aplicar sanções e impedir as suas trocas comerciais, no entanto a mazinha da Cuba tem uma Educação e Saúde de borla para a sua sociedade, custa a todos e á que fazer um esforço para tal devido ás mesmas sanções, contudo conseguem ter 85% do total da população com habilitações literárias de nível de ensino superior, o verdadeiro país de doutores, mas doutores esses que fazem estradas, varrem ruas e mil e um encargos que vemos fazer aqui em Portugal por pessoas com o máximo do nono ano. Eles têm de se unir e pôr as mãozinhas na enxada se é que querem viver e se desenvolver. A sua Saúde ocupa um mero 2º lugar a nível mundial, porque será? Não, Cuba é má, os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço, é mais uma estranha forma socialista do que o puro comunismo, e aqui que partido nos governa, não é o PS?Não, as Forças Armadas e em especial os submarinos é que são uns gastadeiros. Á que acabar com essa raça que nos rouba a massa todos os dias. De repente me lembro que para nos mantermos com uma certa estabilidade a nível internacional, tivemos que nos juntar a certas alianças...pois é. E que compromissos nós temos de cumprir...lembro-me por exemplo do artigo 5º da NATO que diz o seguinte, - " Se um país aliado é atacado por um outro extra aliança, será o mesmo que atacar todos os membros da aliança".Ok, isto quer dizer que, aqui ninguém nos faz mal, ninguém nos chateia, não temos problemas á que acabar com as Forças Armadas, mas se por exemplo a Turquia ou pior, uma Geórgia que está em permanente conflito internacional com a Rússia e os seus vizinhos, se ela for atacada e exercer o direito ao artigo 5º da aliança, logo somos obrigados actuar, mas com o quê se não temos meios, se a opinião publica combateu efusivamente o reequipamento militar, epá mandamos a GNR ou a PSP, mas esses nem aqui dentro resolvem os problemas, vão lá para fora com as suas quarentonas mauzer e G3, não pá! A GNR comprou novos veículos blindados de transporte de pessoal, mas esses nem aguentam uma bazucada, se calhar não se envia nada, é melhor estarmos quietinhos, pode ser que ninguém nos veja. E os outros são otários querem ver!!!! Este é o pensamento que traria para Portugal o maior dos problemas, o isolamento internacional e quebra total de todos os acordos e alianças. Seria a pior das causas e o verdadeiro descer ao chamado 3º Mundo, com consequências irreversíveis em todos os sectores e panoramas económico-sociais.A titulo de exemplo deixo aqui reflexos exteriores de desenvolvimento exponencial do ponto de vista económico e industrial e consequentemente social.EUA - maior investidor em desenvolvimento e produção de matérias militares do Mundo - maior economia mundial.Espanha (aqui ao lado) - 7º maior investidor em desenvolvimento de industria de material bélico mundial - 4ª economia europeia (maior economia exponencial da UE).China - maior investidor em desenvolvimento de material bélico da Ásia - maior economia exponencial do MundoSuécia (como referência de melhor qualidade de vida mundial) - 5º maior produtor e desenvolvimento de material bélico da Europa.Alemanha (pós Guerra) - Tornou-se no maior produtor, exportador e país desenvolvido no que diz respeito á industria militar, da Europa e 5º do Mundo - Maior economia da Europa, 3ª economia do Mundo.Fantástico não?! Dá que pensar.São dados e referências que nos elucidam bem como a linha do desenvolvimento da económica se funde com a produção e desenvolvimento de material bélico, vulgo, de Guerra. Nestes países certamente que a opinião publica não se ofende e se alarma quando se fala pelas hostes governativas em investimento em material de guerra, pois só se forem loucos, esta é uma das industrias que mais contribui para o desenvolvimento do país e respectivamente da sua economia, logo bem estar social.Sei que o texto poderá ser um pouco enfadonho e que a maioria de vós não tem certamente bem elucidado todos estes pontos de vista, contudo pretendo somente contribuir para uma abertura da mentalidade social Portuguesa e a preocupar-se mais com aquilo que de facto interessa, o nosso bem estar e principalmente dos que ai vêm, o nosso FUTURO.Deixem as Forças Armadas em paz, contribuam para o seu desenvolvimento, apoiem-nas, porque existe muito mais dinheiro por ai que daria para comprar 20 novos submarinos e que é mal gasto, nem vou comentar vejam os anexos, não são dois que iram fazer mossa nas nossas contas, sem contar que no contrato existe contrapartidas para desenvolvimento de equipamentos que iram ajudar a desenvolver a Marinha Portuguesa e consequentemente a economia, logo....o nosso bem estar social. O país produz anualmente 21 MIL MILHÔES de EUROS, onde é que ele está? Bem distribuído dava para tudo, até para os corruptos meterem ao bolso, mas como a sociedade não faz nada, eles, esses mesmos corruptos, aproveitam e metem muito mais.Não pensem pequenino, temos espírito e força de vontade que outrora foi bem demonstrada, é tempo de acordar e fazer jus ás palavras heroicamente proferidas em texto para mim bíblico, versados pela pena de Camões que tão bem soube nos referenciar na bíblia Lusitana, Os Lusíadas. Que por desleixo aos poucos nos acomodámos e adormecemos na almofada da fama e riqueza que se foi perdendo com o tempo e ultrapassada em desenvolvimento e que hoje cheira mal e está suja, á que a pôr para lavar e revestir a nossa gloriosa "almofada" de uma nova e vigorante "fronha" para que os outros saibam que estamos "ACORDADOS".Como diz e muito bem o poeta, - "Levante-se o 5º Império...Portugal é hora".